Memória Hidrográfica

Pedal Hidrográfico — a linha do tempo dos passeios
Carregando os grafos…

124 passeios — versão texto da linha do tempo; com JavaScript ela vira a versão completa, com artes e galerias.

PH 112: Alagados Trenchtown

247 quilojaules (Ok) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/57062537?via=AlCAcJKZJm33ob9ZsaNiLQ · Post no Instagram

Em tempos de super El Niño e clima descontrolado (culpa nossa - seres humanos), vamos pedalar por regiões alagadiças no baixo Tietê e baixo Pinheiros. É túnel de pedestre na Lapa de baixo, túnel de carros na Vila Anastácio, estúdios de filmagem na Vila Leopoldina e frutas boiando no Ceagesp - todos lugares que vemos aquela placa escrito: Área sujeita a alagamento! Vai ser com emoção e espero que com (pouca) chuva. Passaremos pelas bacias da Lapa, Vila Leopoldina e Belini-Corujas, sempre boiando, ops, pedalando próximo dos rios-mãe paulistanos, Tietê e Pinheiros.

Convidado especial @caciquecobracoral

PH 111: Ano novo guarani na Tekoa Yvyporã

279 quilojaules (Ok) · 268 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/56891965 · Post no Instagram

Para os Mbyá-Guarani, os rios e as montanhas têm vida, são sujeitos e são sagrados. Nesta edição do Pedal Hidrográfico, as águas e morros que delineiam o relevo tocado por nossos pés nos guiarão até a cerimônia de celebração do ano novo guarani na Tekoa Yvyporã, localizada na Terra Indígena Jaraguá. Partiremos do Museu das Culturas Indígenas (próximo ao Parque Água Branca), cruzando os rios Sumaré, Água Preta, Cortume, Tiburtino, Fortunato Ferraz, Tietê, passando a surfar então pelos contra-rios: Colina do Anastácio, Desmorrodouro de Pirituba e Sopé do Planalto de Taipas, até avistarmos o Ribeirão Vermelho, águas que sinalizam a chegada ao nosso destino: a Tekoa Yvyporã. Lá, teremos a oportunidade de vivenciar a cerimônia e provar um almoço típico da aldeia.

BP 8: Cabeceiras do Aricanduva

195 quilojaules (Ok) · 212 kJ medidos · Rota: https://amora.pedalhidrografi.co/route/cabeceiras-aricanduva · Post no Instagram

Em ocasião do 3º Desafio BioAves, buscaremos envolver o maior número de pessoas para contar o maior número possível de aves silvestres em vida livre no Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva, parque este que ainda possui poucas listas de registros de aves no eBird.

Neste pedal, vivenciaremos também como o transporte intermodal é fundamental para aproximar as pessoas de áreas verdes públicas: colocando as bicicletas no vagão, podemos ir mais longe em menos tempo.

PH 108: Farol e Cachorro Quente

222 quilojaules (Ok) · Rota: https://amora.pedalhidrografi.co/route/oz-rock-dog · Post no Instagram

Uma rota com 16 km de deslocamento, 112 m de elevação e 222 kJ de esforço, para testar a ideia de dois pontos de encontro, visitar o curioso Farol do Jaguaré e, como ninguém é de ferro, saborear o famoso cachorro-quente de Osasco.

Concentra no primeiro ponto de encontro, na estação do metrô Sumaré, saída Rua Oscar Freire/Viaduto Dr. João Tranchesi às 19:50 horas. Saí para o segundo ponto de encontro às 20:00, chegando na estação do metrô Faria Lima às 20:20 e saindo às 20:35.

Farol Invisível (Dir. Bruna Callegari) - Trailer

https://www.youtube.com/watch?v=RGw4PCp9470

Hidroviagem 1: Hidroviagem! Bertioga

855 quilojaules (Frito) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/56533220

Hidroviagem para celebrar as águas que vibram em nossa amiga Amanda! Sai 8h da Estação Estudantes (Mogi) - ou seja, programe-se pra sair às 6h30 da Luz ou Barra Funda. Chegamos lá por volta das 15h, batemos um marmitex pra curtir a praia onde deságua o rio Itaguaré e dormir cedo pra, no dia seguinte, seguirmos a Trilha D’Água em um roteiro literário com a @kaaete.eco. De lá, rangão e botar bike no bus pra voltar pra SP.

🚨Recomendado pra quem já faz suave pedal 30 km+

🚨 Leve sua bike revisada (freio!!), capacete, câmara reserva e tranca

🚨 Vá de short de bundinha (bretelle)

🚨 Bagageiro e mochilas acopladas na bike e não nas costas

🚨 Levar jumbo-laricas pros dois dias

PH 107: Médio Tietê acima

331 quilojaules (Endorfinado) · 283 kJ medidos · Rota: https://amora.pedalhidrografi.co/route/ciclovento · Post no Instagram

As amplas e pantanosas várzeas de altitude do Tietê marcam a originalidade do sítio urbano de São Paulo. Não há nenhuma outra ocorrência de metrópole no mundo que detém feições similares ao se fazer o recorte na altitude e na população, já diagnosticava Caio Prado na década de 40 e ainda verídico na contemporaneidade.

Consecutivamente apropriada pelo voraz organismo urbano, primeiro travadora do progresso para fornecedora de argila e areia aos empreendimentos e no estágio atual meio por onde circulam-se motoristas a altíssimas velocidades, iremos seguir rio Tietê acima por estradas que revelam esta importante e principal articuladora da cidade.

Partindo das colinas do Tatuapé, mergulhamos em Aricanduva com vistas de passar pelo estreito da Penha-Tiquatira, ponto no qual o vale afunila. Apertados e passados na foz do Guapira, daremos um jeito de passar para a margem direita do Tietê, onde iniciamos o segmento lúdico da estrada parque, o qual se estende até a foz do Itaquera.

Voltamos para a margem esquerda do Tietê com vistas a pegar o trem na CPTM Itaim, com o translado feito pela Jardim Helena / Pantanal.

PH 106: Ipiranga > Rio Pequeno

510 quilojaules (Frito) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/56666751 · Post no Instagram

DOMINGO - seguiremos o fluxo da maior linha de ônibus de São Paulo, por uma rota que corta bairros tradicionais, serpenteando por um mar de rios, córregos e morros!

A linha 477P-10, que liga o Ipiranga ao Rio Pequeno, faz parte do cenário da capital paulista desde os anos 1970 e percorre quase 40km em cada sentido, de leste a oeste da cidade. 🤯

Nossa rota terá início às 7h, no metrô Sacomã (acesso Rua Greenfeld), e terminará na estação Villa-Lobos Jaguaré, pedal endorfinado para iniciar o domingão!

... hidrográfica, não apenas no seu nome, a linha 477P inicia seu trajeto no Cursino e segue até o Rio Pequeno. No pedal, seguiremos do Riacho do Moinho Velho até Ribeirão do Jaguaré. No finalzinho da rota, vamos prolongar até o encontro com o Rio Pinheiros, onde nos despediremos com uma pausa para um lanchinho no Parque Villa-Lobos... 🎡

PH 105: Rota Winterfell - Norte

338 quilojaules (Endorfinado) · 319 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/56584854 · Post no Instagram

Para uma rota urbana saindo da CPTM Lapa, passando por Freguesia/Cachoeirinha/Horto/Peruche e terminando no Tietê, 210 m de ganho em 19 km é uma quantidade razoável de subida, mas não é uma rota extremamente montanhosa.

A rota foi criada de um acaso.

Foi aquela vontade de sair da mesmice. O caminho mais óbvio seria seguir pela planície do Tietê, tranquilo e sem muita invenção. Só que bateu aquela vontade louca de fazer diferente.

Então o ciclista resolveu voltar para Pirituba, sua casa, pulando todas as bacias pelo caminho. 😂

Resultado: um pedal de sobe e desce gostoso, cheio de pequenas subidas, descidas e mudanças de cenário.

Às vezes, o melhor caminho é justamente aquele que a gente inventa no meio do caminho. 🚲💨

PH 103 & S 7: Duas rodas, trilhos e trilhas, barco, balsa e uma ilha até a Cratéra de Colônia

900 quilojaules (Frito) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/56435862 · Post no Instagram

Um passeio de bicicleta e outros modais como trem, barco e balsa, passando por rios e represas, vales e montanhas, por avenidas movimentadas e trilhas de terra, da paisagem mais urbana à paisagem mais rural até a incrível Cratera de Colônia. E tudo isso sem sair da cidade de São Paulo.

🚲🚊⛴️🛸

Atenção! Vá com bicicleta revisada e use capacete. Leve água, protetor solar, algum lanchinho e câmara reserva.

PH 102: Rios da sul e mar paulista

248 quilojaules (Ok) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/56357266 · Post no Instagram

Lua cheia em seu auge, crescida em Capricórnio. Este é o astral que alumiará o Hidrográfico desta quarta-feira. A lua rege os fluidos e, por isso, começamos nas águas da Ressaca (córrego Jabaquara) em um pedal que percorrerá a Zona Sul, passando pela Água Espraiada, Cordeiro, pelo nosso querido ribeirão do Zavuvus, indo para o Córrego das Pedreiras e Olaria até desaguar no grande Jurubatuba, cujas águas, vindas do Mar Paulista da Billings, continuam seu caminho pelo conhecido Rio Pinheiros.

PH 101: As águas da Rota dos Correios

294 quilojaules (Ok) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/56268053 · Post no Instagram

Por que a Rota dos Correios é uma das mais famosas entre os pedais da região central de São Paulo? A resposta é: porque é uma rota hidrográfica! E tal qual uma rota do Hidro, ela evita gastos energéticos desnecessários e contorna o famoso espigão-morro do Caaguaçu, desviando de todas as subidonas, para a felicidade dos fixeiros, e formando um cotovelo pelas terras baixas do Pinheiros e do Tietê. Hoje o convite é pra fazer Correios de um jeito diferente - de trás pra frente e se conectando com as 12 águas do percurso, tentando ver e ouvir os rios Pacaembu, Sumaré, Água Preta, Água Branca, Comendador Martinelli, Curtume, Tiburtino, Fortunato Ferraz, Leopoldina, Belini, Corujas e Verde.

PH 100: Um piquenique para 100 pedais!

Rota: https://ridewithgps.com/routes/56409865 · Post no Instagram

Concentra às 9h, no CofeeRun na Ciclo Capivara (altura da saída da estação Cidade Universitária, foz do Pirajussara)

emojions 🚲🧺 pra quem for colar!

Para comemorar o nosso centésimo pedal, vamos fazer um singelo piquenique na Guarapiranga aproveitando a previsão de um belo dia de sol. Venham se deliciar nas curvas do pinheiros canalizado e na vastidão da represa nessa doce celebração com aquilo que mais move as nossas hidro-andanças: vocês!

Tragam algo pra comer, se possível uma canga ou toalha e muita alegria. Viva a vida!

Atenção! Vá com bicicleta revisada e use capacete. Leve água, protetor solar, algum lanchinho e câmara reserva.

PH 99: Um repeteco pela ZN

309 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49741245

PEDAL HIDROGRÁFICO 99

BAR NOVA MAGNATA - ESTAÇÃO BARRA FUNDA

Este pedal tem 19,6km, altimetria de 231m e energia estimada em 309kJ

De última hora, ânsia por descarregar stress no pedal se faz necessário por repetir uma clássica rota de subir-descer-subir-descer-subir entre rios, entre bacias, entre morros.

PH 98: Pedalar o Rio Tamanduateí do século XIX

143 quilojaules (De boa) · 210 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55771830 · Post no Instagram

O município de São Paulo tem no mínimo 800 cursos d’água. Fazendo uma média, isso significa que, a cada mais ou menos 400 metros de qualquer ponto da cidade, há uma água natural correndo. Mas por que não conseguimos ver esse tanto de rio? Para refletir sobre isso e pensar a cidade que queremos hoje, é fundamental olhar para o passado: como nos relacionamos com os cursos hídricos de São Paulo ao longo do tempo?

Nessa parceria entre Pedal Hidrográfico e Núcleo Educativo do AHM, te convidamos a conhecer de perto documentos históricos originais que dialogam com a hidrografia paulistana. Veremos, por exemplo, o projeto arquitetônico de sonhados “balneários de banho e natação” ao longo do rio Tietê e a representação cartográfica do rio Tamanduateí em seu curso original, repleto de lindos volteios naturais antes de ser forçosamente transformado em reta artificial e ter sua foz transferida de localidade, na década de 1840, culminando em mudanças determinantes na paisagem e na conexão das pessoas com estas águas.

Em homenagem ao Tamanduateí, após a visita no AHM, faremos um Pedal Hidrográfico percorrendo o seu curso original. Sairemos da porta do AHM e seguiremos até a foz atual no Tietê. Dali, avançaremos em direção à sua antiga foz, ao lado do estádio do Canindé. Subiremos os antigos meandros, passando pela sua importante confluência com o Anhangabaú, seguindo pela Várzea do Carmo, Porto Geral, Ponto das Lavadeiras — sob a antiga Ponte do Carmo — e pela Ponte do Tabatinguera, provavelmente a mais antiga da cidade, sendo trecho do milenar Caminho do Peabiru. Seguimos então para a confluência com o Córrego do Lavapés, passando pelo Sobrado das Cinco Esquinas, construção histórica no Glicério, onde nos despedimos.

PH 97: Conhecer cachoeira do Córrego Augusta e cantar rios no karaokê

30 quilojaules (De boa) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55785987 · Post no Instagram

Já realizamos 96 passeios pedalando pelos rios e anti-rios de São Paulo, com uma distribuição bastante diversa de rotas para todas as direções da cidade. Apesar de já termos pedalado tudo-qué-canto, ainda há en-cantos topográficos na região central que não passamos. E é isso que faremos amanhã: conversar com a cachoeira do Córrego Augusta, logo antes destas águas darem corpo ao Rio Saracura. Encerraremos o passeio mais curto de todos os tempos no Robertinho, onde haverá uma assembleia geral regada à limonada para decidirmos duas coisas: 1) onde será o hidrokê na sequência e 2) ter ideias de próximas rotas.

PH 96: Super fantástico! Vamos de bike até o balão mágico

296 quilojaules (Ok) · 262 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55659189 · Post no Instagram

Ao invés de dar a volta ao mundo em 80 dias dentro de um balão a la Júlio Verne, daremos a volta ao balão de Edu Chaves, pedalando nossas magrelas em mais uma noite hidrográfica pela Zona Norte da cidade. Nossas fluvio-vias da vez serão o Anhangabaú, o Tamanduateí, cruzando Tietê e córrego da Biquinha pra cair no riacho Novo Mundo, passando por um rio sem nome (ao que tudo indica, enterrado sem sequer ter sido batizado). Dali pegamos o córrego do Violão e o rio Cabuçu de Cima, assim chegando ao topo do nosso balão. Fechamos o pedal com águas de Maria Paula e Paciência na estação de Metrô Tucuruvi, em horário nobre para ciclistas poderem mandar suas bicis pra dentro do vagão e voltar em paz cada um pra sua foz. Vamos descobrir se esse balão é mágico? Chama as amis!

PH 95: Caaguaçu de caabo a raabo

346 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55563620 · Post no Instagram

Neste pedal vamos percorrer de cabo a rabo o antirrío, aquele que foi o primeiro nome da Av. Paulista, o grande espigão, o elevado, a cordilheira, aquele que determina quais águas escorrerão pro rio Pinheiros ou pro Tietê, aquele de onde sempre haverá descida pra sua direita e pra sua esquerda e planura à sua frente e às suas costas, ele: o glorioso Caaguaçu. Convide uma mana ou pessoa nb pra beber vinho quente e ser feliz contigo neste rolê gostoso com previsão de chegada 22h30 no metrô Jabaquara (essa hora já pode colocar a bike no metrô).

BP 6: Paranapiacaba: brejinhos e beijinhos

504 quilojaules (Frito) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55460240

Começamos contemplando os passarinhos que amam os brejinhos do Jurubatubaçu. Dali, seguimos asfalto, fazendo um apêndice em estradinha de terra para escutar o canto de paz da Mata Atlântica. Voltamos pro liso até chegar ao mirante da Serra do Mar. Passamos na igrejinha pra Oli e Theo darem um beijinho com vista para a Vila Histórica de Paranapiacaba. Tomamos sorvete de cambuci e almoçamos à vontade no Cantinho do Beija-flor. Dali, procuramos chocolate quente e voltamos pra estação. Levar: bike revisada, câmara extra, casaco, luvinha e binóculo. Este não é um pedal pra correr e nem ir com caixa de som: vamo ouvir o que o mato tem a dizer 🙏🍃🍄

PH 94: Teatros num contexto histórico

343 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55298600 · Post no Instagram

O palco (em sentido quase literal) do nosso pedal serão alguns teatros de São Paulo com importância nos movimentos da história e da memória paulistana e brasileira.

No pedal, da mesma maneira que no teatro, precisamos nos deslocar para estar onde o espetáculo vai acontecer, contrastando com comodidade e passividade da televisão e do celular.

Iniciaremos no TUCA, o teatro da PUC. De lá seguiremos, acompanhando o córrego Pacaembu, até o Teatro São Pedro. Então partiremos para o Teatro Popular União e Olho Vivo, cruzando o córrego Anhanguera e seguindo pelo córrego da Luz.

Seguiremos rumo ao local onde estava o Teatro de Container Mungunzá, removido pela Prefeitura em março. Ali também passa o córrego da Luz.

A próxima parada será no Theatro Municipal, instalado no alto do vale do córrego Anhangabaú.

Dali iremos até o Teatro de Arena, já próximo à nascente do córrego Anhanguera, que corre por baixo do Minhocão.

Nosso próximo destino é o Teatro Renault, ao qual chegaremos cruzando o córrego Saracura. Deseceremos rumo ao o córrego Bixiga, ansioso por tornar a ver a luz, para chegarmos ao Teatro Oficina. Ainda seguindo um pouco deste córrego, chegaremos ao Teatro Ruth Escobar.

Por fim, margeando o córrego Boa Vista, sufocado pela Av. 23 de maio, cruzando o córrego do Sapateiro e seguindo o córrego Uberaba, vamos nos dirigir ao Parque do Povo, onde esteve o Teatro Vento Forte, demolido pela Prefeitura em 2025. Ali nos dispersaremos, mas não se esqueça: Vá ao Teatro!

PH 93: Ziguezaguear a Crista do Morumbi

396 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55184087 · Post no Instagram

O início clássico se dá na passarela da Estação Cidade Universitária, onde se pode ver a foz do Córrego Pirajussara no canal do que seria o Rio Pinheiros. Acompanhamos paralelo o Pirajussara até pedalarmos em cima de sua calha tamponada pela Av. Eliseu de Almeida antes de começar o sobe-desce.

Primeiro subiremos o Córrego Caxingui, com suas águas meio escondidas atrás de lotes, estacionamentos, casas. Conforme subimos, suas águas passam a escoer abaixo do asfalto das ruas. Após atingir sua nascente, pedalamos um pouco pela Crista.

Segundo desceremos o Córrego Divisor, cujas nascentes se encontram na Praça Vinícuis de Moraes, um exemplo de projeto de paisagismo com águas aflorando pelos gramados, plantas fitoremediadoras e mobiliário urbano bem integrado ao terreno. Córrego Divisor desagua no Córrego do Antonico, então subiremos ele, contornando o famoso estádio projetado pelo arqto. Vilanova Artigas.

Após pular a Crista, chegaremos ao Córrego Itararé, desvendando onde se encontra este córrego, meio escondido entre ruas e terrenos baldios. Buscaremos pedalar o mais próximo possível dele até chegarmos à sua foz, junto ao Córrego Pirajussara.

Pedalando novamente Pirajussara acima, chegaremos no grande Piscinão, infraestrutura de pensamento oposto àquele que inspira a Praça Vinícius de Moraes. Neste ponto, subiremos o Córrego Pires para atingir sua nascente e também o ponto mais alto de toda nossa pedalada.

Por fim, desceremos o córrego cujo nome desconheço, mas que escorre abaixo do asfalto da Av. Giovanni Gronchi. Finalizamos na estação de mesmo nome, já cansados e com aquele suor de blusas de frio.

PH 92: Crista do Lauzane, subir Água Fria e duas vilas escondidas

313 quilojaules (Endorfinado) · 270 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55083392 · Post no Instagram

Na zona norte, espaço etéreo de vasta profusão de colinas digna da famosa canção de Beth Carvalho, é possível avistar paisagens dos tipos mais peculiares. Saindo do metrô Santana, os pontos de cela, assim como as regiões mais desniveladas, revelam que os traçados das ruas não se dão ao acaso: seguem uma lógica coerente ao que oferecem os terrenos e as águas. Mas constantemente o progresso do capital desrespeita o que estava ali antes; uma nascente cerceada por militares e uma estação de metrô cravada em meio a vários cursos d'água são a prova disso.

PH 91: era infinitamente maio no alto rio bravo

293 quilojaules (Ok) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/55017982 · Post no Instagram

Rota sabática para o dia 09 de maio de 2026. Um chamado misterioso foi compartilhado no grupão do zap do pedal hidrográfico, convocando as pedaleiras inquietas da urbe desvairada para participar de um mutirão no Alto Rio Bravo, uma das cabeças da bacia do Ribeirão dos Perus, zona norte de nossa cidade.

Partiremos do SESC Pompeia - templo dos encontros projetado por Lina Bô. De vela em popa com os ventos noroestes, seguiremos a montante do Rio Pirituba, cujo leito sustentou e continua sustentando os trilhos da Santos-Jundiaí. A ferrovia aproveitou a esperteza dos rios para penetrar a imponente Cantareira. E nós, persistentes pedaleiros, aproveitamos da mesma lógica para subir suas escarpas admiráveis. Quantas milhões de pessoas passaram por ali, adentrando o continente? Quantas toneladas de cargas? Quantas memórias, quantas prosas, quantas paisagens? A escala das multidões que o tempo carrega. Contudo, na perpendicular desse fluxo implacável da História, desviaremos para a ruazinha das estórias de Vó Milce (Rua Maria Zélia, 316), avó de uma de nossas queridas pedalantes. Inspecionados os tempos recônditos da memória, voltaremos nosso caminho rumo a Perus.

Será uma oportunidade para construir pontes entre esta criatura-bebê de 1 ano meio de idade, em franco processo de expansão, que é o Pedal Hidrográfico com os coletivos "existe água em sp", "aqui tem nascente" entre outros que vem surgindo como mato furando os concretos de Piratininga, e que carregam a primavera nos dentes. Sim, nós já viemos criando outras cidades possíveis em nossas ações, nossas movimentações e nossas manifestações. Uma cidade, sobretudo, de ENCONTROS. Bora nessa.

"[...] Sorriram-se, viram-se. Era infinitamente maio e Jó Joaquim pegou o amor" (Guimarães Rosa, "Desenredo" em "Tutameia - Terceiras Estórias")

PH 90: Subir Gamelinha e Contornar Rincão pela Crista da Penha

388 quilojaules (Endorfinado) · 383 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54984116 · Post no Instagram

Em sua vasta extensão, a Zona Leste da megalópole paulista revela, revela e esconde formações geológicas e hidrográficas das mais diversas feições. Na região da Penha, O Córrego da Gamelinha, cuja nascente fica próxima ao Parque do Carmo, nos leva em seu contrafluxo para a longa Crista da Penha. Trata-se de um percurso que termina por contornar as águas do Rincão, em um trajeto circular que pode remeter tanto ao eterno fluxo renovador das águas quanto com o desejo de pegar o metrô antes que ele feche.

BP 5: Guarapiranga desenhar pássaros

270 quilojaules (Ok) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54884080

Pirajussara encontra Pinheiros - e ali nos encontramos também, na altura da Ponte da Cidade Universitária (Coffee Run Bike). Seguimos no contrafluxo do grande rio até chegar em seu passado-presente-permanente: os afluentes que lhe dão matéria - Rio Guarapiranga e Rio Jurubatuba. Damos tchau a este último para percorrer o Parque Barragem da Guarapiranga e passar por uma série de pontos excelentes para observação de aves aquáticas. Ao longo do percurso observaremos mais de 30 espécies. Paramos na frutaria para um coco melancia e seguimos para a Praia do Sol, onde esticaremos cangamapas-agora-no-modo-canga para desenhar aves e partilhar comidinhas.

PH 89: Pontos de Sela dos afluentes de Tamanduateí

356 quilojaules (Endorfinado) · 378 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54852830 · Post no Instagram

Hoje teremos um pedal de desce-sobe-desce-sobe-desce porque pularemos alguns pontos de sela desde Caaguaçu até Tamanduateí, desde o São Paulo até o ABC.

Começando pelo Caaguaçu, desceremos um pequeno afluente do Riacho do Ipiranga para, já em suas águas, pedalarmos contra-corrente para então cruzar um ponto de sela até chegarmos no Córrego Moinho Velho.

Após cruzarmos estas águas, subimos novamente outro afluente do Moinho Velho para cruzarmos outro ponto de sela e chegarmos no Córrego Jaboticabal, importante afluente do Ribeirão dos Meninos (que é um importante afluente do Rio Tamanduateí). Aqui vale a pesquisa sobre o Anel Hidroviário proposto pela FAU-USP, pois este ribeirão faz parte deste megaprojeto: http://metropolefluvial.fau.usp.br/

A região do Córrego Jaboticabal é inundado de fábricas e pátios, o que dificulda o acesso às suas águas. Buscaremos pedalar o mais próximo possível até sua foz, para cruzar o Ribeirão dos Meninos (e, com isso, cruzar a divisa São Paulo e São Caetano do Sul) para subir a Crista do ABC (o divisor das bacias hidrográficas entre Tamanduateí e Meninos).

Surfando a crista, chegaremos na divisa de municípios entre São Caetano do Sul e Santo André desceremos o Córrego Utinga que delimita esta divisa. Pedalaremos até sua foz, que desagua no Tamanduateí próximo à estação de trem de mesmo nome.

PH 88: Da Cantareira ao Tremembé

385 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54745946 · Post no Instagram

Nós e o outono paulistano convidamos para uma rota diurna endorfinada, num dia ensolarado de clima ameno, para mergulhar pelas águas da Cantareira. A saída será às 9:00h no metrô Tucuruvi, seguindo pela Avenida Nova Cantareira, sentido bairro, onde cruzaremos, pela primeira vez no dia, o Rio Tremembé. Seguiremos sentido Cantareira, ladeando o Córrego Engorda Sapo, até chegarmos ao Lago do Cassununga. Retornaremos pela Sezefredo Fagundes, até nos aproximarmos novamente ao Rio Tremembé. Acompanharemos suas águas até nos aproximarmos do Córrego Tucuruvi, que nos guiará até o ponto final desta rota.

PH 87: Várzea do Tietê e as origens do Futebol

336 quilojaules (Endorfinado) · 221 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54581247 · Post no Instagram

Paixão nacional, o futebol espalhou-se pelo Brasil como um dos mais notórios símbolos de uma volátil (e questionável) identidade nacional. Na cidade de São Paulo, a aparição e difusão do esporte esteve intimamente ligada com o uso dos terrenos das várzea dos rios: amplos espaços, secundarizados pelo desenvolvimento urbano da virada entre os séculos XIX e XX, mas que se mostraram de suma importância para a formação da identidade popular da cidade.

Nesta semana, o Pedal Hidrográfico vai percorrer alguns dos pontos mais importantes deste cruzamento entre o Tietê e o futebol. Começando pelo terreno do antigo estádio do Parque Antártica, atual Allianz Parque, epicentro de identidade do Palmeiras, antigo Palestra Itália. Tais mudanças de nomes não são meras coincidências, pois revelam tensionamentos entre distintas concepções sobre o futebol, a vida e o mundo.

Em sequência, encontraremos clubes que, apesar de serem menos conhecidos, marcaram a história do desenvolvimento de São Paulo e da várzea do Tietê: o Nacional Atlético Clube e o Anhanguera e o União dos Operários. Entre eles, as frestas da cidade nos presenteiam com o marco inicial do mais popular time de São Paulo e do país, bem como com o estádio da Portuguesa, um de seus clubes mais tradicionais.

As curvas do Tietê nos levam para as origens operárias da expansão da cidade, tendo uma de suas possíveis fozes (reconhecemos que ela não é definitiva) em um largo terreno na várzea do Tietê, que abriga o mais antigo estádio do Sport Club Corinthians Paulista.

BP 4: Dar tchau pra quem migra

104 quilojaules (De boa) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54435190 · Post no Instagram

O verão passou, a lua minguou e chega ao fim a temporada das aves migratórias por aqui, como os suiriris e os andorinhões-do-temporal, que desde setembro pintam de outro tom a paisagem sonora da cidade. Com sorte, conseguiremos dar tchau para alguns indivíduos atrasadinhos que fecham o bonde. Nosso pedal se concentra no alto do Caaguaçu, na Praça dos Arcos, e às 6h30 começamos a descida até a planície do Rio Pinheiros. Entraremos na ciclocapivara via Erika Sallum em direção à ponte da cidade universitária. Dali, pegamos o contrafluxo do Pirajussara, damos um oi pro rio e encontramos o bando do #VemPassarinhar no Instituto Butantan, onde haverá empréstimo de binóculos, folheto de aves da região, guiança do ornitólogo @_santos.matheus_ (@museubiologico_oficial) e café comunitário ao final - leve comidinhas! 🚨 Levar tranca!

PH 86: Águas de Março: povo, éguas, lágrimas, alagados

371 quilojaules (Endorfinado) · 376 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54435190 · Post no Instagram

Elas fecham o verão, e o Pedal Hidrográfico fechará este mês de queiras-e-não-queiras com uma rota temática que se propõe a contar algumas estórias sussurradas em conversas ribeiras. Foi um mês em que atendemos nosso Fetiche pelos divisores de águas, a nossa "festa da cumeeira" (JOBIM, 1972). Esta derradeira rota de março, porém, ao invés de seguir o caminho dos espigões, traça um perfil de sobe-e-desce ladeiras através de quatro vales RELEVantes: Pinheiros, Ipiranga, Moinho Velho e Tamanduateí, seguindo, não propositalmente, uma seta oeste-leste.

A ideia é costurar algumas camadas históricas locais-nacionais com a hidrografia da cidade, a partir de alguns marcos: a Figueira das Lágrimas, córrego das Éguas, Parque do Povo, e a planície da Vila Carioca. Consolidada a intuição dos relevos como reveladores de memórias, a rota de hoje evoca as águas como testemunhas e contadoras de causos de toda a espiral de tempos próximos, remotos, lendários e recônditos.

PH 85: A Voçoroca e o Pântano

372 quilojaules (Endorfinado) · 408 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54356024 · Post no Instagram

Como fazer para empacotar a metrópole numa caixa topográfica? Em sentido horário, inicia-se pelos granitos da Serra da Cantareira, percorrendo-se pelos calcários do Planalto de Taipas e os gêmeos Pico do Jaraguá e Morro Doce para então escorrer o Tietê para a depressão interiorana. Morro Grande de Cotia se apresenta ao oeste. Ao nordeste, a abiruta captura das cabeceiras pelo Rio Paraíba.

O que se apresenta nos limites do hemisfério sul, de leste a oeste? A resposta poderia vir ao caminhar indefinidamente o Caaguaçu, testemunha das grandes várzeas de altitude que fazem a originalidade deste sítio urbano. De lá, prolonga-se no Maciço da Bonilha ao Sul, para então este se transformar na Serra das Guaianazes, grande articuladora do leste da cidade.

Neste pedal, partimos oportunamente de onde nasce esta oriental serra, n’onde as colinas que formam o Desmorrodouro de Itaquá passam a expressar sua xistosa montanhosidade. Por lá, apresenta-se a única e grande Voçoroca do Itaquera-Mirim com profundidades de até vinte metros e comprimento de duzentos metros, num polígono - única deste sítio urbano - onde estes peculiares cânions se reproduzem.

A bifurcação se apresenta: deveríamos seguir ao alto pelo esporão que se bifurca da Serra das Guaianazes? Ou ao baixo mergulhando no riacho de nome desconhecido? Inevitavelmente, nos encontraremos no alto dum pântano no meio da noite: no Pantanal de Itaquá, expressão máxima da singularidade geomorfológica deste sítio urbano, onde banhados e colinas preenchem o horizonte e o vertical, num mosaico de eras contemporâneas e geológicas.

PH 84: Horta do Parque do Rio Bixiga

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Esse é um pedal curto pra gente chegar e ficar. A ideia é descer junto até o Bixiga e passar um tempo na horta, conhecer o território, trocar com quem faz acontecer e participar do mutirão.

No caminho, passamos pela nascente do Saracura-Mirim, pelo encontro dos córregos Saracura, Bixiga e Itororó, até chegar num território onde o rio insiste em existir e onde a luta pela sua descanalização está vencendo. Ao lado do Teatro Oficina, esse espaço foi palco de mais de 40 anos de mobilização até se tornar público e destinado a usos culturais e ambientais.

Agora o projeto muda de chave. O Rio Bixiga passa a ser o centro de tudo. A ideia é abrir o rio, deixar a água correr livre e ver a vida crescer junto, com árvores, plantas, pomares e uma paisagem que acompanha o ritmo das chuvas.

Na chegada, fazemos uma imersão na horta, participando do mutirão de domingo e conhecendo mais da história viva do lugar. Se quiser, leva uma fruta pra gente compartilhar. Pra saber mais sobre esse território, sua luta e seus futuros, encosta com a gente

PH 83: Histórico pelo entorno do Cassandoca

125 quilojaules (De boa) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54024668 · Post no Instagram

Um passeio por prédios históricos, alguns em ruínas, pela região do córrego Cassandoca, passando pelos bairros do Brás, Mooca, Belém e Pari.

A rota tem 20 km com apenas 112 m de subida bem distribuídos, o que a torna uma rota bem suave, passando pelos seguintes pontos de interesse:

Edifício "Caveirão"

Trilhos do bonde na Rua General Carneiro

Parque Dom Pedro

Palácio das Indústrias (passa ao lado)

Casa das Retortas Gasómetro

Museu da Imigração (passa ao lado)

Fábrica da Antártica

Estádio Conde Rodolfo Crespi

Cotonifício Rodolfo Crespi

Vila Maria Zélia

Portal do Presídio Tiradentes

Material Complementar: https://drive.google.com/file/d/1l_9_BI7GijPmMcdtt2IE8rbg9B0awI3j/view?usp=sharing

PH 82: Colina da Matilde e Riacho dos Machados

352 quilojaules (Endorfinado) · 347 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53755124 · Post no Instagram

Para deleite dos amantes de subidas, temos mais uma rota que percorre os divisores de águas, as fronteiras entre bacias hidrográficas, as cristas e cumeeiras que limitam dois córregos: Aricanduva e Gamelinho... Mas vamos até onde os morros vão se juntando, antes mesmo de chegar ao cume chamado O Itaquera.

Após descer a crista, sempre pelos pontos mais altos e divisores de afluentes, cruzamos o Córrego Aricanduva e acessamos a foz do Riacho dos Machados. Subiremos todo o curso desta água, que em sua maior parte é aberta e visível aos olhos mais atentos. Chegar à sua nascente será chegar à Crista de Sapopemba, que também delimita a Bacia do Córrego do Aricanduva.

PH 81: Planalto de Taipas e os Cânions da Brasilândia

280 quilojaules (Ok) · 328 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53947457 · Post no Instagram

Partimos da colina histórica de Vila da Freguesia de Ó e tomamos o rumo da estreita e sinuosa crista para os sertões que se colocam no horizonte: um sopé xistoso onde há a dominância esmagadora de vertentes convexas, drenagem dendríticas e pequenas planícies alveolares, já dizia Aziz em 1952.

O Planalto de Taipas! De solo meta carbonático e que cujo patamar se coloca acima dos Caaguaçus e demais colinas dos campos de Piratininga. Seria lá uma dissolução da Cantareira onde cavernas e dolinas nos aguardam nos fundos de vale? Ou seria algo de particularidade própria, conforme suas declividades e morros arredondados denunciam?

Adentramos ao Planalto pela sua desgastada face ao sudeste, por onde as pedreiras extraíram há muito suas veias calcárias. Por lá, na confluência do Riacho Carumbé com o da Onça, o teto do Planalto desabou e deu origem a algumas das maiores declividades da cidade: os Cânions da Brasilândia. Subimos pelo mais bolotudo morro da região a fim de acessar o ponto de sela da Onça com o Rio Ajoá: principal curso que drena este Planalto. Seguimos por ele até sermos impedidos por outra pedreira, esta que está ativa e em sua fome calcária ousou desviar e isolar o Rio Ajoá e sua cachoeira com queda de 20 metros.

Mudamos o curso a fim de acessar o Rio Perus enquanto este está acima do planalto. Vamos de encontro ao salto que estas águas fazem para se encontrar com as planícies do Juqueri que se colocam abaixo e a distância. Contemplamos a vida nas bordas desta transição geológica, e pegamos o trem de volta.

PH 71: Bonde, Pedra e Cachoeira

378 quilojaules (Endorfinado) · 309 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53564416 · Post no Instagram

Uma região que já foi habitada por povos originários e, a partir do início do século XVII, passou a ser habitada também por europeus e nipo-orientais. Onde já se plantou muito trigo, cana, cevada, vinheiras, batatas, entre outros. Inclusive, a primeira construção foi um moinho para moer trigo, seguido por um pilão de água. A região tem um certo bucolismo, justamente pelos sítios e fazendas que existiam, e que ainda nos remete a cidades do interior.

As bacias hidrográficas dos Córregos Cabuçu de Baixo e Mandaqui hoje estão com muitos córregos ocultos, o que dificulta a visualização. Porém, neste pedal, iremos explorar e procurar pelos vestígios da cachoeira que deu nome à região da Cachoeirinha. O local da existência da cachoeira é próximo ao Hospital Maternidade Cachoeirinha, dizem que ainda existe uma pedra, a qual fazia parte da mesma.

Nossa rota se inicia na Barra Funda, iremos passar pela Ponte da Casa Verde, próxima de onde foi construída a primeira ponte de madeira do bairro por volta de 1915. Após curvar um meandro soterrado do Tietê, subiremos o Córrego Mandaqui de sua foz até seu encontro com a antiga rota do Tramway. O desvio Hidrográfico se torna Ferrográfico, Historiográfico, até o ponto final: uma antiga pedreira!

Pedreira adentro, pedalamos um córrego até o ponto de sela entre bacias para descer pelo Córrego Água Preta do Cabuçu de Baixo, indo até o Largo do Japonês, onde existe um afluente (I) que deságua no Cabuçu de Baixo, subimos este e voltamos o mais próximo possível do antigo afluente (II), local da famosa cachoeira, até a Avenida Inajar de Souza para procurar por esta pedra e por fim descemos pelo Córrego Cabuçu de Baixo, cruzaremos Tietê, para seguir rumo ao Metrô Água Branca.

PH 70: Cabeçeiras do Ipiranga ou Desmorrodouro do Caaguaçu

275 quilojaules (Ok) · 303 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53524909 · Post no Instagram

Repetição do Pedal Hidrográfico 26 Cabeceiras do Ipiranga adrn_alef 🗺️🎨 @dandanlessa Neste pedal, contornaremos por cima toda a região de cabeceiras do Rio Ipiranga e teremos contato com a seção do Caaguaçu onde este conflui com as diversas cristas que se unem e formam um labirinto de morros que eventualmente correm para o leste-nordeste-leste enquanto dividem as águas do Tamanduateí-Tietê e Pinheiros! A seleção desta rota levou em conta a altitude e o alinhamento de morros e várzeas a fim de maximizar a possibilidade de encontrar mirantes para a lua cheia com o horizonte limpo.

Começamos no metro Conceição, Linha Azul, no alto do Caaguaçu, com o Ipiranga e suas dezenas de micro-córregos sem denominação a esquerda, e o Rio Pinheirinho, afluente da Água Espraiada, para a nossa direita. Enquanto seguimos crista acima, corre o Rio Jabaquara para a nossa direita e após este, corre o Rio Cupucê, cujas nascentes são de uma rara declividade e teor paisagístico. Lá, o Caaguaçu se funde com duas crista-morros de significante magnitude: a do Ipiranga e a do Domitilia.

Após isso, cada rio que se segue traz consigo uma nova grande crista, formando o labirinto de morros no limbo entre o território político-municipal de Diadema e da Capital. No divisor triplo das águas do Ipiranga, Cupucê e Taboão, iniciamos nosso movimento para contornar a outra metade, no qual a crista do Ipiranga se confunde com as cercas que separam o Zoológico e a Cidade. Após as nascentes do Jardim Botânico, iniciamos nossa descida pelo Córrego sem Denominação até as margens altas do Ipiranga, o qual prontamente cruzamos para então subir pelo Água Funda. Lá, estamos de volta ao começo e terminamos nosso contorno.

PH 69: Tiburtino e córrego das corujas

287 quilojaules (Ok) · 215 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/54149967 · Post no Instagram

Uma rota bem fofinha e com queridinhos do PH aprox. 19km e 180m de elevação. Cruzando as duas bacias dos grandes rios do centro de São Paulo (tiete a pinheiros) com um caminho hidrografico tranquilo em rios destanponados e terminando num barzinho tranquilo no ritmo fim de ano

Daí surfamos um pouco na crista até pegarmos o curso do córrego das corujas cruzando um parque linear e vendo sua parte destamponada. Descemos até sua foz no pinheiros, entramos pela USP e seguimos o pirajuraçara até chegarmos perto do nosso ponto final e terminar o pedal com uma brejinha hidrográfica.

PH 68: Contornando Capão do Embira e Tatuapé pela Crista de Sapopemba e Vila Formosa

297 quilojaules (Ok) · 263 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53428447 · Post no Instagram

Há tempos que a Zona Leste tem nos sido interesse pessoal, dias e dias olhando mapas, seus morros, seus córregos e toda esta morfologia. E hoje é dia de aproveitar e pedalar suavemente pelas cristas que contornam dois de seus principais córregos: Capão do Embira e Tatuapé.

A pedalada começa na Mooca, ainda na região plana do bairro, para começarmos a subir pelos divisores de água que delimitam Tamanduateí dos córregos à leste. Antes de sairmos da Mooca, encontraremos o Parque da Sabesp, onde há uma grande caixa d'água urbana. Dali, iremos pedalar paralelamente à linha da Adutora Rio Claro, que traz água desde a Serra das Guaianazes até a Mooca.

Esta subida vai dar de encontro à Crista de Sapopemba, por onde percorre esta avenida de mesmo nome, que também é a maior avenida de São Paulo: a Avenida Sapopemba percorre toda esta crista, desde seu encontro com a Rua do Oratório, até o Desmorrodouro de São Mateus. Aqui, pedalaremos conjuntamente com a linha da Adutora Rio Claro, seja em linha reta, seja em linhas sinuosas, mas sempre pedalando junto à crista, ao divisor de águas.

Num dado momento, faremos um desvio ao norte, porque contornaremos as cabeceiras do Córrego Capão do Embira para chegar aos divisores deste córrego com seu vizinho Aricanduva. Adentraremos então à Crista da Vila Formosa, onde suas ruas se deitam conforme o relevo: todas as ruas são curvas e sinuosas! Desceremos suavemente enquanto percorreremos Vila Formosa, contornando Jardim Anália Franco até chegar aos traçados ortogonais da Vila Gomes Cardim.

A descida do morro finalizará no Tatuapé, com um belo encontro de ciclistas no Bar do Wilson, famoso bar do bairro que iremos hoje!

PH 67: Recosturando Tietê e Paraíba do Sul

918 quilojaules (Frito) · 856 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53380438 · Post no Instagram

A rota passa pela Antiga Ligação entre os Rios Tietê e Paraíba do Sul em que este seguia um curso diferente: após passar por Paraibuna, ele fluía em direção a Mogi das Cruzes e desaguava no Rio Tietê. Essa antiga conexão foi interrompida pelo surgimento do Terraço de Arujá, forçando o Paraíba a fazer uma curva de 180º e seguir para Jacareí, deixando um "vale seco" entre Mogi e Guararema. Esse vale, hoje desativado, foi aproveitado por animais, indígenas e, mais tarde, engenheiros ferroviários como rota natural — originando o Caminho dos Puris, a primeira estrada para Minas Gerais e atual Rodovia Rio-SP. No local existe a falha geológica de Santa Isabel, um corredor natural entre o Planalto de Piratininga e o Vale do Paraíba.

Se o vale ainda estivesse ativo, a nascente do Rio Tietê poderia ser considerada na Serra da Bocaina, onde hoje nasce o Paraíba do Sul, e não em Salesópolis.

PH 66: Marcos das antigas rotas de SP (seus relevos e relevâncias)

267 quilojaules (Ok) · 215 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53386705 · Post no Instagram

Idealizado por @g_mardegan, @giovannacstn e @giulianacucciolito, o pedal de hoje vai perseguir dois dos marcos remanescentes das antigas rotas e limites da cidade de São Paulo: Vila Mariana e Ipiranga.

Apesar de terem sido implementados no final do século passado, esses memoriais se referem a rotas muito mais antigas, que ligavam a vila de Piratininga às regiões adjacentes do planalto e do litoral (Santo Amaro e baixada santista).

Iniciaremos o pedal na praça dos arcores, de onde surfaremos pela crista do caaguaçu rumo à vila mariana (Rua França Pinto). De lá, mergulharemos no vale do Ipiranga, cujas margens pálidas nos conduzirão ao segundo marco (Rua Silva Bueno).

Seguiremos então ao final da rota, num totem canônico da cidade: o marco zero da Praça da Sé (provavelmente cercado devido às intervenções natalinas).

Para finalizar, desceremos ao Anhangabaú, palco da celebração, neste 25 de novembro de 2025, da LIBERDADE de todas as águas, e o devido isolamento de elementos nocivos àquilo que nos dá vida.

PH 65: Pelos Alpes do Jaraguá ao Subir Rio Pirituba e descer Rio Perus

306 quilojaules (Endorfinado) · 324 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50150417 · Post no Instagram

Repetição do Pedal Hidrográfico 30 Subir Pirituba, Surfar Alpes do Jaraguá e Descer Perus

Neste pedal, acessaremos a parte baixa do Rio Perus por meio do único caminho viário mapeado que utiliza-se de somente um único divisor de água!

Saindo da planície do Tietê, seguimos pelas várzeas do Rio Pirituba até suas cabeçeiras no Planalto de Taipas, região alta, cárstica e de raros morros globulares e que é circunscrita pela Cantareira, Morro Grande, Alto de Pirituba, Alpes do Jaraguá e o Morro de Shangrila. Suas águas majoritariamente fluem abaixo até o Rio Juqueri por meio do Rio dos Perus e do Rio Ajuá, com relevante exceção para o Corrego Corumbé, alimentador do Córrego da Onça e que margeia os Cânions da Brasilândia.

Lá no alto deste planalto, seguimos pelos Alpes do Jaraguá, que separa as águas do Rio de Perus dos afluentes das planície: o Ribeirão Vermelho, que drena o sudeste do Pico do Jaraguá, e o Rio São Miguel, que drena o nordeste deste. Descendo-se este alpes, continuamos no divisor até acessar o primeiro afluente que nos conduz para o Baixo Perus em sua confluência principal. Lá, estamos na estação de trem e regressamos.

PH 64: Pontes da Ponte Rasa via Várzea do Carandiru e Baixo Cangaíba

390 quilojaules (Endorfinado) · 586 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53205838 · Post no Instagram

As trinta pontes da Ponte Rasa! Com seus entrelaçamentos de concreto onde o preenchimento e o vazio se revezam de forma distinta em cada ponte. Umas pintadas, algumas cruas e outras correio de pixo. Vizinho do seu Tiquatira, cartão postal esponjoso e famoso, o Riacho da Ponte Rasa deságua após uma confluência à esquerda onde acaba a imponente neo-floresta e onde começa o ecótono onde chocam esculturas calca-argilosos com as ora canalizadas ora meândricas águas.

Vamos para este notório museu a céu aberto a partir do terraço onde começam as elevações do lado de lá do Tamanduateí. Nesta centralidade singular que é o Pari, transladamos para o lado de lá do Tietê como se estivéssemos ainda no século retrasado. Atravessamos pela Várzea do Carandiru pelas margens das encostas de seus morros, garantindo-nos segurança de eventuais enchentes tal como foi em 1929.

Já na base da Ilhota de Guapira, d’onde o mirante vislumbra por todo o vale do Tiquatira, passamos novamente para o lado de cá do Tietê, porém num lampejo hidrofóbico corremos rapidamente para o alto do Morro do Cangaíba, dividindo a neo-floresta para lá e o parque ecológico para cá. Seguimos pelo alto de sua crista até localizarmos um conveniente córrego para nos dar acesso direto para a confluência. Descemos!

A partir daí, não se pedala duas ou três quadras sem antes avistar uma ponte. Uma vez superado essa quantidade de pontes, finalizamos o passeio pegando uma última ponte para nos dar acesso ao trem do Itaquera.

PH 63: O arco das cumeeiras do Caaguaçu

392 quilojaules (Endorfinado) · 428 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53113256 · Post no Instagram

Seria a zona norte um pedacinho de Belo Horizonte na capital paulista? Seu relevo de sobe-e-desce-ladeira instiga essas transposições geográficas e, por óbvio, atrai os radares de pedalantes hidrográficos, interessados em suas saliências. Emoldurada pela imponente Serra da Cantareira (afluente da Mantiqueira), essa porção da cidade é marcada por uma complexidade de bacias hidrográficas, muitas das quais já exploradas em pedais anteriores.

Pedalar por São Paulo exige, necessariamente, fluir por suas águas, estejam elas enterradas ou não, esteja o pedalante consciente disso ou não. Pode-se aproveitar seus vales e várzeas, ou surfar pelo avesso das águas: seus divisores, ou cristas, ou cumeeiras, ou cumeadas, ou interflúvios.... São esses polos do relevo que inspiram as rotas do pedal hidrográfico.

Na rota de hoje, traçamos um arco de cumeeiras que se estende, tal qual um anfiteatro, por toda as várzeas aterradas do córrego do Carandiru, onde hoje estão Campo de Marte, Complexo Center Norte e Vila Maria.

Iniciamos na Estação Barra Funda, atravessamos a Ponte do Limão (que dá na Casa Verde), seguimos diretamente ao sopé dos morros que dividem Córrego Mandaqui e Córrego Tenente Rocha (Campo de Marte). Pedalamos a cumeeira até chegar no Desmorrodouro do Tucuruvi, nosso ponto mais alto. A partir de então, bairros com traçado ortogonal seguem no topo acidentado desses morros, até chegar no Jardim Japão, onde o traçado das ruas acompanham o desenho de rios e morros.

Descemos tudo até chegar no Parque Novo Mundo, várzea do Tietê, que cruzaremos para acompanhar o curso final do Ribeirão Aricanduva, para chegarmos no sopé da Colina da Penha

PH 62: Cubatão e a Foz dos Pilões

694 quilojaules (Frito) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/53123125 · Post no Instagram

Em um pedal de aproximadamente 51km e 694 quilojaules (frito!), confluirmos junto das vastas e variadas águas que compõem os estuários e manguezais da região.

O trajeto permeia por trechos da planície litorânea que compõe as cidades de Santos, São Vicente e Cubatão, sendo uma pedalada predominantemente plana, bom para quem está iniciando no meio e quer viver aventuras de cicloviagem, afinal, passamos também pelas famosas rodovias que ligam a planície ao planalto: Imigrantes e Anchieta.

Veremos a olho nu a contradição de alguns ambientes que fazem desta região uma das mais movimentadas e importantes na economia do país: atividades industriais, rodovias ruidosas e a mata virgem que compõem as escarpas de serras e vales da região.

Chegando literalmente aos pés de nossa poderosa Serra do Mar, desfrutaremos de seu silêncio e nos conectarmos com toda sua beleza, grandeza e pureza de seu ar, água, fauna e flora local. Entraremos em uma estrada natural (de terra) perfeita para este contato, com muita sombra, água fresca e corrente bem ao lado para então chegaremos ao grande encontro de duas águas, onde poderemos nos banhar em suas forças e sentir uma conexão ímpar com este sagrado ambiente.

Este pedal é perfeito para quem busca união, interação, compartilhamento de sabedorias, boas energias, coletividade e a importante conexão com a natureza e suas forças.

Se sentir, bote sua bicicleta no busão e venha!

Aho!

PH 60: Águas Meridionais da Colina Histórica

340 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51282559 · Post no Instagram

O Vale do Anhangabaú, cujo nome significa "rio do feitiço ou dos espíritos", é um espaço central na metrópole que passou de um sítio de produção de chá para uma arena de concreto, onde se desmembrou o outrora verdejante vale em múltiplas camadas: uma tubulação que enclausura suas águas ancestrais, os trilhos do metrô, um túnel rodoviário e, superficialmente, uma enorme praça de concreto. No entanto, o rio resiste e occasionalmente transborda, desafiando a cidade funcional. É sobre este solo permeado de histórias e transformações que se realizará o 60º Pedal Hidrográfico, um passeio ciclístico que já criou suas próprias mitologias, incluindo a da rota Lavapés-Aclimação, que curiosamente nunca foi realizada sem chuva. Confiantes nesta edição, os organizadores estenderam o trajeto, mesclando-o com o curso do rio enfeitiçado, e convidam aqueles que não temem e enxergam o espírito das águas mesmo nos locais mais improváveis a se juntarem a esta aventura.

PH 61: Oakland: Lake Merritt Up and down stream with a diversion by the Sausal Canyon

416 quilojaules (Endorfinado) · 707 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52981759 · Post no Instagram

On this ride, we’ll circumnavigate most of the watershed that makes up Lake Merritt - an old tidal arm of Oakland Estuary that was dammed into the current lake.

We start by following the estuary upstream until arriving at the mouth of the undefined water body that connects Lake Merritt to the sea. It is neither an artificial canal nor a natural river, but rather a testimony of the geological forces of the Anthropocene that can narrow and widen landscapes at will.

We follow that undefined water body until Lake Merritt - an amputated arm of the Oakland estuary, and then we proceed through its right margin until the mouth of the Glen Echo Creek, which becomes our route up until its springs at the Western Slope of the Oakland Hills.

The water divide at the headwaters of Glen Echo is conveniently located at a saddle point connecting us to the earthquake-y Hayward Fault, which is visible as being a large valley on which the Temescal creek and others flow through. That fault also provides us a convenient place to start going back by diverting towards the Sausal Creek, which springs on the Oakland Hills while forming canyons through the slopes. We use that as the reference for our way back.

As hills forming the canyons around Sausal Creek dissipate away, the time is near for us to get back into the Lake Merritt watershed. We then opportunistically detour to the headwaters of the Trestle Glen creek, which we use as our guide for getting back to the lake, and finally get to our destination which is by the side of the lake mouth into the undefined water body.

PH 59: Bico do Caaguaçu

387 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52939892 · Post no Instagram

"Caaguaçu" era o nome dado pelos indígenas para o espigão central dos campos de Piratininga. A toponímia significa mata grande, devido às araucárias que "surgiam isoladamente na mata e varavam o céu" (Ab'Saber), e que ainda podem ser encontradas em alguns pontos da periferia. Apesar da altura destacada em relação às várzeas que o circundam (quase 100m acima do Tietê), esse divisor de águas - ocupado desde priscas eras - não está ali por ser composto de material resistente. Pelo contrário: assim como toda a região do centro expandido, essa espinha dorsal da cidade é material sedimentar e, portanto, mais instável.

Para além da curiosidade geológica, a presença desse extenso maciço nos faz entender essa região da cidade como uma mega escultura entalhada pelas águas de dezenas de milhões de anos. Não a toa possui uma formato alongado - que vem de Diadema ou ainda além. Se trata de um interflúvio (entre rios) escavado principalmente pelos três maiores rios da cidade que nascem na serra em direção ao interior do estado: Pinheiros, Tietê e Tamanduateí.

Apesar de ter escapado da erosão do entorno, suas vertentes passaram a ser cavadas, quase que perpendicularmente, pelos riachos abastecidos pela profusão de nascentes, formando sulcos sobre os quais a cidade foi se estabelecendo. Na rota de hoje, atravessaremos alguns deles: pacaembu, sumaré, água preta, tiburtino e fortunato ferraz. Esse último atravessa o peculiar bairro da Vila Anastácio, uma vizinhança entre ferrovias que se estabeceu num fragmento de planície fluvial que marca o fim do maciço e está próximo do encontro dos rios.

Ao pedalar pelos sopés dessa colina geohistórica, nos propomos mais uma vez a fiar as linhas imaginárias de outros tempos e outras paisagens.

Referências: Caio Prado Jr. "A cidade de São Paulo - Geografia e História" (1935)

PH 57: Os Três Sopés e a Ilhota de São João

343 quilojaules (Endorfinado) · 406 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52776083 · Post no Instagram

Neste pedal, lançarmo-nos-ei para para os pés das três montanhas que fazem o panorama ao norte da cidade. Citam-se: A Serra da Cantareira e seu embaixador Planalto de Taipas, o Pico do Jaraguá, e o Morro Doce, que se dividem em profundos vales separados pelos afluentes do notório Ribeirão Vermelho.

Partindo do lado de cá do Tietê, onde fatalmente desmorra o Caaguaçu, vamos para o lado de lá com vistas a pegar uma carona topográfica até os primeiros testemunhos do Pico do Jaraguá via o Desmorrodouro de Pirituba, rasgado em seu miolo pela bandeirante rodovia. A fim de economizar quilojaules, um ponto de sela se apresenta para nos transladar para o desfalecido riacho da Olaria, que segue junto de outra outra rodovia bandeirante. Enjoados da proximidade com estes, escalamos o Morrinho Doce, na toponímia osasquense conhecida como Jardim Três Montanhas.

Lá, testemunhamos um aterramento vultoso que soterra o riacho Clara. Continuamos o passeio para então seguir pelo divisor dos riachos da Bonança e Rico. Temos um breve contato com o Braço Morto, aquele lugar saudoso do Pedal Hidrográfico 35. Entramos nele pelo acesso da Horta Urbana para então visitarmos a ilhota que antes já foi morro. Lá, atravessamos o grande rio e estamos no trem, prontos para voltar de mais outro memorável passeio.

PH 56 & S 6: O Trem e o Meteoro

801 quilojaules (Frito) · 840 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52515917 · Post no Instagram

Partindo das margens do Riacho Água das Pedras duma das estações que ainda vive do Ramal Jurubatuba, da Estrada de Ferro Sorocabana, seguimos por seus enterrados trilhos até a demolida estação da Colônia, onde se localiza um dos mais notórios geossítios do entorno paulistano: A CRATERA.

Lá, um meteoro aterrissou e permaneceu conosco desde o Plioceno e seu impacto formou dois anéis concêntricos, com amplitude para separar e entortar o Rio Capivari de seu originário fluxo vindo das nascentes da Serra do Mar para uma conexão livre e desamarrada com o Jurubatuba. Nocauteado, o Capivari se vê envolvido com o Rio Embu Guaçu, mas de tão desfalecido, eventualmente este se torna vítima da captura fluvial dos afluentes altaneiros do Itanhaém para hoje afluir ao oceano. Na volta, visitamos o túmulo de sua vazão que hoje é o Ribeirão Cauim, testemunho-planície de águas que já vazaram dos afloramentos rochosos da Borda da Serra.

Na cratera avistamos panorâmicos muros verdes por todas as direções. Por onde os alemães de Santo Amaro ao se depararem com os solos cristalinos de bate pronto se reconheceram como jecas descalços, com milho e feijão na cumbuca. Estaremos lá para almoçar e apreciar as paisagens e as matas deste singelo ambiente. Quem sabe não conseguimos voltar a tempo para o protesto: não à pec da blindagem e não à anistia!

Inspirações usadas para este devaneio:

A. H. B. D. Santos e D. D. Oliveira, “Trajetórias do Rio Capivari: implicações de um impacto meteorítico na drenagem no reverso da Serra do Mar, São Paulo, Brasil,” GEOgrafias, vol. 4, no. 2, pp. 69–76, Oct. 2022, doi: 10.35699/2237-549X..13253.

A. N. Ab’Saber, Geomorfologia do sítio urbano de São Paulo. USP-FFCL, 1957.

PH 55: Ilhota da Guapira e Alto da Cangaíba

400 quilojaules (Endorfinado) · 430 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52653389 · Post no Instagram

Neste primeiro pedal após um ciclo solar de Pedal Hidrográfico, partiremos das proximidades da Foz de Carandiru com vistas para o desmorrodouro ao oriente que separa as águas da Paciência e seus afluentes vizinhos da Guapira em relação aos afluentes diretos do Tietê, incluindo o Carandiru.

Já lá no alto deste desmorrodouro, com esporões subindo a nós de todos os lados, descemos por um destes do qual a colina já na ponta de seu ramo forma um glóbulo tal qual uma planta forma um botão antes da flor. Trata-se da Ilhota da Guapira, localizada na boca das fozes de Cabuçu de Cima e da Tiquatira. O morro final onde se sepulta as originárias várzeas do Tietê para estas suspirarem de vida só lá antes do que já foram as Sete Quedas da Guaíra.

Transladamos para o outro lado deste grande rio, fazendo breve passagem pela Guapira. Subimos novamente para o alto, desta vez na colina divisora de águas do Tiquatira com o Tietê. Subimos e descemos por pontos de sela e topos colineares. Trata-se do Alto de Cangaíba, onde oportunamente olhamos de forma distantes para as peculiares e geométricas pontes do Riacho da Ponte Rasa, por onde contemplamos alguns meses atrás em outro pedal. No momento que esta colina começa a se desmorrodourar e se entortar junto com as águas da Ponte Rasa, tomamos a direção contrária e caímos no Riacho do Mongaguá, até estarmos no serviço de trem que permanece público e operante para nos levar de volta para casa.

PH 54: 1 ano

183 quilojaules (Ok) · 187 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49272936 · Post no Instagram

O Pedal Hidrográfico tá completando um ano de existência! Pra celebrar, vamos revisitar a rota inaugural: descer e subir o curso dos Rios Água Preta e Tiburtino, que banham a região da Vila Anglo e Lapa, com uma parada na casa de Tarsila, como ocorreu ocasionalmente naquele dia. Foi um ano reunindo um bando de gente legal que topou a poesia-esquisita de pedalar margens esquecidas, rios soterrados e se inundar de amizades improváveis e descobertas sensíveis. Um coletivo que brotou do afeto pela cidade, pela bicicleta e pela água e que acredita que esses elementos são também um fluxo para um futuro possível para todes. Bora redescobrir São Paulo pelas frestas do relevo em trilhas urbanas!

📸✨ Esse pedal é feito por cada presença e encontro. Não importa se você colou uma vez ou em todas as terças: tudo isso compõe a nossa história. Compartilhe suas fotos dos pedais para montarmos um carrossel cheio de memórias e paisagens!

PH 53: Contornar Paraisópolis

276 quilojaules (Ok) · 300 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52165232 · Post no Instagram

Contornando a bacia de um dos mais discrepantes cenários sociais da cidade, o Córrego Antonico é, antes de tudo, inocente por seus densos arredores.

O curso d'água atravessa os bairros de Paraisópolis e do Morumbi, dois contextos urbanos cuja discrepância e proximidade resultou em uma famosa fotografia de Tuca Vieira que até hoje é utilizada para ilustrar a extrema desigualdade social do Brasil.

O Antonico nasce em Paraisópolis, passando sob a área do Estádio do Morumbi(s), e é conhecido por causar enchentes na região, sendo alvo de algumas obras públicas (como um piscinão), em um esforço para conter o sempre incontível curso das águas.

PH 52: Rampa do Sapateiro, Uberaba e Traição

358 quilojaules (Endorfinado) · 430 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52165449 · Post no Instagram

"Quem, de avião, deixa o aeroporto de Congonhas, situado ao sul da cidade, tem oportunidade de observar um dos mais característicos elementos do sítio urbano de São Paulo: trata-se do que denominamos de Espigão Central, alongado e estreito divisor de águas entre as bacias do Tietê e do Pinheiros. Nada mais é do que uma plataforma interfluvial, disposta em forma de uma irregular abóboda ravinada, cujos flancos descaem para nordeste e sudoeste, em patamares escalonados, até atingir as vastas calhas aluviais, de fundo achatado, por onde correm as águas do Tietê e do Pinheiros. A avenida Paulista superpôs-se exatamente ao eixo principal desse espigão, enquanto o interminável casario dos bairros recobre seus dois flancos."

Passados 68 anos da redação desta epígrafe, o casario dos bairros deu lugar a um mar cinza e vertical, que ofusca a base primordial do sítio urbano que nos abriga. Engajados na tarefa de resgatar essa cidade invisível, pedalaremos pelas cabeceiras dos declives do flanco sudoeste do Espigão Central, vertente do Rio Pinheiros.

Sairemos da Praça dos Arcos, situada nas cabeceiras do Córrego Pacaembu, e seguiremos rumo aos sopés do eixo principal do espigão e de suas colinas de topo aplainado, de onde nascem os córregos Iguatemi, Sapateiro, Uberaba e outros tributários menores do Rio Pinheiros, característicos da face pouco festonada que percorreremos.

Atravessaremos o Córrego da Traição, corpo hídrico de grande especulação etimológica e poética, e chegaremos a Congonhas, onde as colinas tabulares se alargam em suaves seções de topo plano - esculpidas quase como sob demanda para um grupo hipotético de engenheiros da década de 30.

Seguiremos pelo último braço do divisor que visitaremos no passeio e pegaremos carona topográfica pelo Água Espraiada para, enfim, desaguarmos na estação Campo Belo, ponto onde se encerrará este pedal hidrográfico.

PH 51: O Itaquera

373 quilojaules (Endorfinado) · 460 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52269074 · Post no Instagram

Iniciamos o passeio afluindo pelo córrego Itapeva para o encontro dos rios Verde e Jacu na originária estação de trem Itaquera, da Estrada de Ferro Central do Brasil. Lá, subimos a Colina do Jacu, divisor das águas que acabamos de encontrar. Seguimos por este anti-rio acima até as suaves colinas darem origem para escarpas abruptas com topos aplainados amplos. Trata-se do Itaquera. Pedra dura e adormecida, que circunda as cabeceiras dos rios Verde, Jacu e Itaquera, e ocupa boa parte da margem direita do Aricanduva. Suas planuras altas são um respiro panorâmico antes da crista convergir na declivosa Serra das Guaianases, testemunha solitária do Maciço da Bonilha rasgada em seu meio pelo Rio Guaió, e que cuja crista articula os limites orientais do organismo-cidade.

Passeamos por estes altos no meio do luar crescente pelo tempo e caminho que é possível nesta peculiar paisagem rural e altaneira. Em algum momento, varrido o Morro das Guaianases, descemos para encontrar o confluir do riacho da água doce com o rio Itaquera em sua fase adolescente-riacho da vida, para então acompanhá-lo enquanto vemos de longe traumas terrestres e profundos das outrora olarias e presentes pedreiras. Ao encontrar o Rio Guaratiba, presenciamos a transformação do Itaquera, antes pedra e córrego, para um grande rio, volumoso tal quais seus parentes Jaguaré, Ipiranga, Oratório e Mandaqui.

PH 50: Subir Rio Uberaba, descer rio Cupucê

360 quilojaules (Endorfinado) · 410 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52162083 · Post no Instagram

Neste quinquagésimo passeio paisagístico pelo organismo-mosaico denominado de São Paulo, pedalar-nos-emos duas águas ao sudoeste da esporosa colina do Caaguaçu: o Uberaba-Paraguai, e o Cordeiro-Cupucê.

Partimos de um antigo meandro seco do Pinheiros, no qual subimos brevemente por sua antiga margem direita pela paleo-várzea concretada e espelhada, repleta de espetos-escritórios que apunhalam este sedimentar solo. Não demora para termos contato com a antiga foz do Uberaba, o qual subimos. Alguma hora o nome muda para Paraguai em seu encontro com o Uberabinha, sinal da proximidade das cabeçeiras. Vamos até o topo, onde o Caaguaçu dá uma abiruta volta como se tomasse um susto com o nascer do Ipiranga.

Contornado este seco e alto meandro de terra, não demora para termos contato com o Desmorrodouro - local de confluências de colinas no qual por todo lado brotam morros. Já no alto do Desmorrodouro, pegamos o seu esporão que parte o Rio Cupucê em dois, e descemos para o braço direito do recém-nascido Cupucê. Lá, é água abaixo até nosso destino, onde a colina dá lugar aos terraços.

PH 49: Pontos de Sela da Média Leste

381 quilojaules (Endorfinado) · 420 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/52046213 · Post no Instagram

Neste criteriosamente aleatório trajeto pelas regiões orientais da cidade, cruzaremos por quatro pontos de sela, cada qual uma subida média, com o objetivo de ir mais ao leste possível mas ainda assim partindo das bordas centristas e ainda assim estando abaixo dos quatrocentos quilojaules.

É a mediana espacial entre a fluvial rota do Tiquatira, número 31, e a colineira rota da Crista de Sapopemba, número 23. Este pedal não será nem rio e nem morro: será sim a contínua intermitência dos Pontos de Sela, os quais se listam: o Passo Cassondoca-Tatuapé, o Passo Embira-Aricanduva, o Divisor Fazenda-Guaiauna e o Divisor Guaiauna-Tiquatira-Jacu, este último que se localiza já próximo ao desmorrodouro do Itaquera

PH 48: Sopés da Cantareira: Tremembé, Linha Verde e Piqueri

392 quilojaules (Endorfinado) · 462 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50737426 · Post no Instagram

Neste Pedal, visitaremos o circuito Linha Verde nos sopés da Cantareira, o qual contorna as cabeçeiras Rio Piqueri em suas encostas com a Serra da Cantareira. Para ir lá, nos encontraremos no Metrô Tucuruvi e desceremos água abaixo com vistas a acessar o córrego Engorda-Sapo, afluente primário do Rio Tremembé. Um pouco após a foz deste, acessamos o divisor Cantareira - Engorda Sapo, o qual eventualmente conflui com o divisor Tremembé - Piqueri. Lá, acessamos a Linha Verde, a qual andamos numa curva de nível elevada até oportunamente descer ao Ribeirão Piqueri e então acessar um ponto de sela para prosseguir ao Baixo Piqueri. Lá, voltamos ao nosso ponto de regresso ao seguir pelas planícies do Tremembé.

Cantareira foi o nome dado à Serra pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões do país, nos Séculos XVI e XVII, devido à grande quantidade de nascentes e córregos encontrados na região.

Pedal que segue o escoamento das águas na Zona Norte e acessa a Linha Verde do futuro trecho do Rodoanel. Obra que está parada há muito tempo e que a população local ocupou na forma de lazer.

PH 47: Margens destras do Jaguaré, mirante da década de 40 e pastel de Oz

337 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51937044 · Post no Instagram

Neste pedal, redescobriremos o Jaguaré, um bairro que pulsa com a memória de um passado sonhador. Transportem-se no tempo, até 1935, quando Henrique Dumont Villares, sobrinho de Santos Dumont, sonhou com uma São Paulo navegável. Para selar essa aspiração, ergueu um farol em 1940. Hoje, o Farol do Jaguaré é um guardião silencioso, um elo poético entre a terra e o rio.

Nossos caminhos se entrelaçarão com os veios d'água que desenham a alma do Jaguaré: Pirajuçara-Mirim, Jaguaré, Sapé e Água Podre. Cada córrego, um fio de vida que narra a história da urbanização, revelando cicatrizes e a resiliência de um ecossistema que clama por nosso olhar.

A magia se revelará ao visitarmos nascentes, fontes puras que brotam do coração da terra. Uma delas, um tesouro escondido em uma CEI da Prefeitura de São Paulo, nos lembrará da vida que insiste em florescer.

Este Pedal Hidrográfico é um convite à contemplação e a prova de que a natureza ainda resiste. É a oportunidade de pedalar e sentir a história sob nossos pés e a esperança fluindo em cada gota d'água. Juntem-se a nós nesta ode à natureza urbana, onde cada nascente é um novo fôlego para o futuro.

PH 46: Contorno Central da Enchente de 1929 e pizza no brás

280 quilojaules (Ok) · 220 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51812173 · Post no Instagram

Na década de 1920, São Paulo crescia em um ritmo frenético; e a expansão da cidade acabou conferindo à empresa britânica Light um poder sobre o território poucas vezes visto em uma grande cidade brasileira até então. Aproveitando de sua influência política, e do controle que ela tinha sobre as barragens do Rio Pinheiros, ela promoveu uma grande inundação em 1929, que, a partir de um acordo secreto com o Governo Municipal onde as áreas alagadas pela enchente demarcaria os territórios pertencentes à empresa, uma manobra política que moldaria profundamente a trajetória do crescimento da cidade nas décadas seguintes.

No encontro desta semana, o Hidrográfico rememora a história da enchente de 1929, revisitando alguns dos espaços da cidade que foram atingidos por ela. E se, pelo ditado popular, muitas coisas no nosso país terminam em pizza, vamos finalizar o pedal provando uma pizza no Brás, concretizando o desejo coletivo em criar uma espécie de Pedal Pizzográfico.

PH 45: Pirajuçara da Foz à Nascente e Cabeçeiras do rio do Morro do S

380 quilojaules (Endorfinado) · 415 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51701965 · Post no Instagram

No encontro desta semana, vamos acompanhar o Rio Pirajuçara, um dos mais importantes da atual zona oeste da megalópole paulistana; começaremos pela foz do Rio, Junto à Ponte Cidade Universitária, e entraremos brevemente na USP para acessarmos a atual Avenida Eliseu de Almeida, onde encontraremos os inúmeros cursos d'água que deságuam por aqui: Caxingui, Antonico, Itararé, Charque Grande e Poá.

Em sequência, o rio ganha contornos mais incertos, desafiando a geografia política ao alternar entre a fronteira municipal (arbitrária, como toda e qualquer fronteira) entre a capital e Taboão da Serra, encontrando pelo caminho mais alguns afluentes, e subindo para o bairro do Capão Redondo, eternizado pelas letras dos Racionais MC's, rumo à nascente do Pirajuçara.

A descida dos morros nos levará para o final do pedal, no metrô do Capão, na confluência com as águas do Riacho do Branco, próximo ao Parque Santo Dias; espaço cujo nome homenageia o grande líder operário da zona sul da megalópole, assassinado pela polícia em meio à uma greve.

PH 44: Foz dos Meninos à Foz do Zavuvus pelo Riacho do Taboão e o desmorrodouro do Caaguaçu

393 quilojaules (Endorfinado) · 482 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51588263 · Post no Instagram

No hidrográfico desta semana, margeando o feriado, vamos começar no Rio Tamanduateí, protagonista na história da cidade, e seguir para as bordas do ABCD; iniciando por São Caetano pelo Ribeirão dos Meninos, o qual foi estrategicamente utilizado pelo município para separar a Favela do Heliópolis de seu território político e fazer com que os indicadores do IDH da cidade parecessem consideravelmente maiores (sim, nem sempre se pode confiar nesses índices).

Depois chegamos em São Bernardo, onde passado a foz do Ribeirão dos Meninos com o dos Couros, cruzaremos a Via Anchieta para buscarmos o Riacho do Taboão, que continua por Diadema, o terceiro município do ABCD em nossa rota (que já foi um bairro de São Bernardo); antes, porém, teremos que dar uma grande volta para contornarmos o extenso pátio industrial da Mercedez-Benz, o qual obstrui a foz do Taboão e a foz dos Couros, obrigando-nos a escalar dois morros que lhe contornam e e impossibilitando fluxos planos para quem sai de Diadema.

ABCD, terra de indústrias, de operários: as chaminés e o cinza-industrial são uma constante na paisagem; tornando alguns dos municípios verdadeiras cidades dormitórios, como é o caso de Diadema.

Ainda na cidade, cruzaremos a Rodovia dos Imigrantes por baixo - a segunda rodovia do trajeto e viário marcante do ABCD Paulista, no alto do desmorrodouro do Caaguaçu - região onde conflui colinas por todas as direções. Após isto, já de volta à São Paulo, descemos o ribeirão do Zavuvu cujo curso d'água nos leva às inevitáveis águas do Jurubatuba, que encerra a nossa jornada (e posteriormente se torna o Rio Pinheiros).

PH 43: Riacho do Divisor ao Baquivu-guaçu pelos sopés da Serra do Bananal

385 quilojaules (Endorfinado) · 421 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51486572 · Post no Instagram

Vamos sair da Praça dos Trotadores, uma área que já foi alagada na várzea do Tietê e que é conhecida por ter sido usada para corridas de cavalos em charretes. Seguimos pela parte baixa do riacho do Divisor, ponto que separa a Vila Guilherme do Tucuruvi, e subimos o espigão logo no começo do pedal.

No alto da crista do Tucuruvi, descemos acompanhando o curso do córrego Maria Paula até o encontro com o riacho Paciência, que se junta ao rio Cabuçu de Cima, antes chamado de Guapira - que significa “cipó vermelho” ou “cipó encarnado”. A região também era usada para o famoso Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, a linha ligava o bairro do Pari à Serra da Cantareira e tinha um trecho até Guarulhos.

No rio Cabuçu de Cima encontramos o último afluente antes da Serra do Bananal, que é um braço mais afastado da Serra da Cantareira. O pedal sobe e desce os morros que separam essa área das águas do rio Baquirivu-Guaçu, evitando os córregos menores e seguindo o fluxo do rio principal.

Passamos ainda pelas nascentes dos córregos das Cubas e da Cocaia, que conta com um parque linear em parte do percurso onde o córrego corria antes da urbanização. No fim do trajeto, a gente encontra o último afluente que deságua próximo à estação de trem da região. Dali, é como se fosse possível escorregar com a água e voltar para a cidade.

PH 42: Carapicuíba duma nascente à foz, vindo do espigão da usp e alto jaguaré

349 quilojaules (Endorfinado) · 390 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51391185 · Post no Instagram

Encontraremos aos pés da torre do relógio na praça da USP, projetada por Rino Levi, arquiteto responsável por icônicas estruturas na cidade, do prestigiado Teatro Cultura Artística, que renasceu das cinzas, e pelo esquecido edifício Guarani, às margens de um Tamanduateí que pouco remete ao que era em décadas atrás.

O relógio localizado na zona oeste da cidade, além das águas do Pinheiros, é o ponto inicial da nossa jornada. Subiremos o espigão da USP, um divisor das águas do Pirajuçara e do Jaguaré. Nos pontos mais altos, passaremos por locais próximos aos afluentes dos córregos Doce, Mil e Dez, Caramazal, Água Podre e Sapé. Depois de subir e acompanhar de perto esses afluentes, será o momento de descer e subir o Jaguaré por meio de seu riacho formador à direita, o Itaim. No alto deste, já no Espigão de Osasco, ultrapassaremos o limite de São Paulo com Osasco, e ao descer o Riacho dos Metalúrgicos e transpor sua foz com o Rio Carapicuíba, passamos para o território político de Carapícuiba.

Já tendo percorrido metade do caminho, transpostamo-nos ao riacho da aldeia, afluente a direita do Carapicuíba, no qual temos contato com a antiga Aldeía Jesuítica de Carapícuiba. Após breve vistoria, passamos a descer o Rio, onde cruzaremos as colossais estruturas viárias do Rodoanel. Seguiremos junto a ele nas imediações, com as águas fazendo um caminho natural tão próximo que seria estranho não suspeitar que a estrutura foi construída seguindo as formações naturais do espaço. Concluiremos na estação Miguel Costa da CPTM, já quase na foz com o Tietê.

PH 41: Águas Meridionais da Colina Histórica

340 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51282559 · Post no Instagram

Anhangabaú. Rio do feitiço ou espíritos. É o que indicam interpretações dessa toponímia que nomeia o vasto vale que centraliza a metrópole das incontáveis águas. De produção de chá, quando sítio, hoje sofre com o surto privatizatório que empobrece a cidade. “anhangabaú da infeliz cidade”, provoca o também encantado Zé Celso. Nos roteiros da farsa, de outro tipo, desmembraram o outrora verdejante vale em não um, mas pelo menos quatro camadas: é enclausurada tubulação de águas ancestrais; é trilho para o impassível metrô; é triste túnel de estúpido rodoviarismo; e, superficialmente, uma enorme praça de concreto, sob disputa renhida entre espíritos vivos, mortos e redivivos. O rio ainda resiste, e eventualmente se abre e se esparrama no vale sobre qual já reinou, deixando atônita a cidade ‘funcional’

Seria mau agouro sufocar um enfeitiçado rio? O que teriam percebido seus ancestrais? Usariam tais espíritos bicicletas, como nós, habitantes deste perplexo segundo quartil do século XXI? É sobre esse solo permeado de muita de(re)composição históricas que parte o pedal

Do que é feito um pedal? Rotas, suor, perrengues: partilha. Vivências que inevitavelmente criam algo que se assemelha a mitos. O Pedal Hidrográfico vai criando, à revelia de seus intrépidos pedalantes, seus mitos e espíritos. Espíritos esses certamente já originados amalgados às suas bicicletas fantasmagóricas, perscrutando as almas dos rios. Uma das mitos fala sobre o rumo desta rota: a icônica Lavapés-Aclimação. Um trajeto que em nossas derivas sempre choveu; embora a presença dela já tenha provocado a refeitura dele mais de uma vez

Agora será diferente, pois temos fé (ou feitiços) de que as chuvas não vão endossar as águas do Lavapés durante a passagem da deriva Hidrográfica

Convictos que somos estendeu-se a rota, mesclando-a com o roteiro do referido rio enfeitiçado. Quem não conhece a palavra medo e enxerga o espírito das águas nos mais inóspitos sítios urbanos irá se aventurar conosco

PH 40: Crista da Mooca e Médio-Alto Oratório

399 quilojaules (Endorfinado) · 401 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/51051113 · Post no Instagram

Nesta rota, embarcaremos da boca da ampla planície aluvial do Tietê-Tamanduateí, histórico ponto convergência dos povos do planalto, para chegar até o passo fluvial que fura a Serra de Guaianazes que é a região de Mauá.

O caminho se dará em sua primeira metade por um dos morro-braços da Crista de Sapopema: a Crista da Mooca, que divide as águas do Rio Oratório e do Rio Mooca. Seguiremos por este braço até sua anti-foz com o ramo principal dos divisores. Mas imediatamente antes de anti-confluir com este, descemos para o Rio Oratório, para então subir por suas margens até sua nascente, tendo como ponto de partida o local assim denominado como a Ilha do Iguaçu - circundada por dois córregos com uma estreita e declivosa passagem terrestre entre eles.

Subimos o Rio Oratório, enquanto testemunhamos o mosaico do estado e transições do uso de solo junto com suas sobreposições de diferentes concepções para o entorno da cidade. Já lá no alto, nas beiradeiras da Serra de Guaianazes, testemunha do Maciço da Bonilha, descemos a fundo até a margem do Tamanduateí, a fim de usufruir do serviço 710 enquanto ele ainda sobrevive.

PH 39: Água Espraiada da Foz à Nascente

280 quilojaules (Ok) · 250 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50943723 · Post no Instagram

Por adrn_alef ✍️ Dentre as inúmeras paisagens que compõem a cidade-colagem conhecida como São Paulo, os territórios que rodeiam o córrego da Água Espraiada se mostram como um espaço privilegiado para observar e compreender as tensões, as cisões e as especulações que ocorrem na cidade em suas mais diversas formas.

Começamos pela foz do rio, na altura da famosa Ponte Estaiada, ícone rodoviarista tratado pela mídia hegemônica como cartão-postal da cidade (embora não haja notícias de alguém que tenha vindo à cidade para conhecê-la). Seguimos pela atual Avenida Roberto Marinho (inicialmente nomeada como Avenida Água Espraiada). Vista hoje como uma área "nobre", trata-se de uma ferida aberta em meio ao tecido sangrante da urbe, concebida para desalojar uma série de favelas que existiam na região até as décadas de 90 e 2000, uma delas, a do Canão, imortalizada nas letras do grande rapper Sabotage.

Após o fim da Av. Roberto Marinho, a paisagem se altera: saem de cena os prédios de luxo e de classe média, e chega a quebrada, mostrando que mesmo com os apagamentos, as letras de Sabota ainda se mostram presentes. Passando por várias favelas, como a do Vietnã, o curso d'água segue um traçado mais próximo ao de um córrego antes de uma canalização; até que chegamos em sua nascente, nas proximidades do pátio da estação Jabaquara da Linha 1 Azul do metrô.

PH 38: Pontos de Sela do Centro-Norte

317 quilojaules (Endorfinado) · 264 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50957749 · Post no Instagram

Neste pedal, cruzaremos os vales da Foz do Carandiru, Alto ao Baixo Mandaqui, Baixo Cabuçu, e Médio das Pedras. Para cada separação entre-vales, opta-se por atravessar o divisor de água por meio de seus pontos de sela, ou passos. Cada passo é também a menor elevação em que se é possível cruzar um morro sem que se faça um a grande volta até a confluência das águas, neste caso, as Várzeas do Tietê.

Iniciamos o pedal no Bar da Dona Nilza, ao lado do Instituto de Física Teórica e do Metrô da Barra Funda. Lá, prontamente passamos para a outra margem do Tietê para breve inspeção do Córrego Tenente num espaço aberto que outrora já foi meandro do Tietê. Feito isso, buscamos o primeiro ponto de sela, conectando-nos da Várzea do Carandiru para um estreito vale no Alto Mandaqui. Lá, descemos esta água até atingir o seo último afluente de maior magnitude na margem direita, que se encontra sem denominação mas que passa rente ao Morro da Vaca, nomenclatura fornecida pelos populares ao interagir com este durante o Pedal Hidrográfico 27 Sertões do Mandaqui.

No Passo da Vaca, transportamo-nos para o vale do Baixo Cabuçu sem sequer notar de tão baixa diferença de elevação neste passo. Descemos o seu curso principal para novamente acessar um estratégico e estrieito passo no qual a crista divisora de água é excepcionalmente estreita. Agora, estamos do lado do morro da Nossa Senhora do Ó. Subimos a sua crista para então surfar em seu estreito altiplano diretamente para uma festa de aniversário no antiquo largo.

PH 37: Sertões de Pirituba 2 Margem Esquerda do Verde e Alto do Morro Grande

424 quilojaules (Endorfinado) · 421 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50844953 · Post no Instagram

Neste pedal, uma continuação do Pedal Hidrográfico 8 Sertões de Pirituba, iremos explorar novos afluentes do Ribeirão Verde e iremos acompanhar a crista da face sudestina do Morro Grande, divisor geomorfológico triplo entre planície aluvial do Tietê ao sul, com os morrotes cársticos do Alto Cabuçu ao nordeste, e o Planalto de Taipas ao noroeste.

Começamos no Largo da Lapa de Baixo, um charmoso canto para encontrar amigos. Lá, atravessamos o Tietê para se encontrar com a foz do Ribeirão Verde, cujo subterrâneo braço direito delimita a fronteira política de Pirituba. Seguimos por estas bordas fluvio-territóriais até a Foz do Congo, no qual seguimos o riacho com o dito nome até sua nascente, para então subir ao Morro Grande pelas encostas que circundam esta nascente.

Uma vez separados da planície e estando situados neste divisor de águas e solos, passamos a seguir a crista até findado de circundar a antiga pedreira no qual hoje se constrói um metrô. Lá, descemos por um braço de um anti-córrego para cair na córrego do Tanque. Seguimos água abaixo até a confluência do segundo riacho a direita para subir este e então se aproveitar do Passo de Pirituba para ter uma subida conveniente para a Crista de Pirituba, região localmente alta que divide as águas dos Ribeirões Pirituba e Verde. Seguimos por este anti-ribeirão ao alto até sua anti-nascente, no qual se encontramos novamente no Tietê para então regressar ao largo da lapa de baixa e aproveitarmos de seus encantos boêmios com prosas e contos.

PH 36: Sopés da Cantareira: Alto Piqueri e Tremembé

392 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://www.strava.com/routes/3350848210103869176 · Post no Instagram

Neste Pedal, visitaremos o circuito Linha Verde nos sopés da Cantareira, o qual contorna as cabeçeiras Rio Piqueri em suas encostas com a Serra da Cantareira. Para ir lá, nos encontraremos no Metrô Tucuruvi e desceremos água abaixo com vistas a acessar o córrego Engorda-Sapo, afluente primário do Rio Tremembé.

Um pouco após a foz deste, acessamos o divisor Cantareira - Engorda Sapo o qual eventualmente conflui com o divisor Tremembé - Piqueri. Lá, acessamos a linha verde! o qual andamos numa curva de nível elevada até oportunamente descer ao Ribeirão Piqueri e então acessar um ponto de sela para prosseguir ao Baixo Piqueri. Lá, voltamos ao nosso ponto de regresso ao seguir pelas planícies do Tremembé.

Cantareira foi o nome dado à Serra pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões do país, nos Séculos XVI e XVII, devido à grande quantidade de nascentes e córregos encontrados na região.Pedal que segue o escoamento das águas na Zona Norte e acessa a Linha Verde do futuro trecho do Rodoanel. Obra que esta parada há muito tempo e hoje a população local ocupou na forma de lazer.

PH 35: Os Vales Secos do Tietê dos Remédios à Osasco

316 quilojaules (Endorfinado) · 319 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50480798 · Post no Instagram

Inspirados pela obra de Aziz Ab’Saber - Geomorfologia do Sítio Urbano de São Paulo - faremos esta rota que circunda o Braço Morto do Tietê, listado pelo autor como a primeira entre cinco das notórias anomalias de drenagem paulistanas. Passaremos por vales secos onde a água já passou por milênios e teremos contato com as águas que brotam das nascentes do Pico do Jaraguá.

Encontramo-nos na estação de trem Vila Leopoldina para logo depois atravessar o Rio Tietê. Vamos pedalar pela sua planície direita até a foz do Riacho da Cintra, o qual subiremos suas águas por uma parte até o passo dos Remédios. Lá, deslocamos para o Ribeirão Vermelho, cujas águas se originam do Pico do Jaraguá, e que passamos a descê-lo, contornando a sua planície desalagada, adjacente com a face norte do Morro dos Remédios. Em sua paleo-foz, chegaremos ao Braço Morto do Tietê.

Contornamos todo o Braço Morto, seguindo a margem inexistente de um rio que de certa maneira definiu a ocupação deste território e, talvez por isso, exista através da sua ausência.

Ao chegar no leito do Tietê que ainda existe, retornamos pela sua margem direita margeando a Ilhota de São João, uma licença poética ao nome dado por Ab’Saber ao Morro de São João, a qual poderemos ver e imaginar. Vamos seguir na planície direita do Tietê, do lado oposto ao Morro dos Remédios, numa área de transição entre municípios e geografias e por um paleovale que já afunilou estreitamente o rio para então cruzar novamente o Tietê em direção ao final desse pedal de realidades borradas.

PH 34: Crista do Campo Limpo via Corveta-Camacuã

351 quilojaules (Endorfinado) · 349 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50411729

Descrição por Adriana Marmo:

Partimos do sopé do Morro da Querosene, nas proximidades da foz do córrego Pirajussara — em um ponto onde este corre escondido sob a ciclovia da Eliseu de Almeida, uma das mais movimentadas de São Paulo.

Logo adiante, cruzamos com o Antonico, que nasce em Paraisópolis e carrega o peso da negligência: sem coleta adequada, o esgoto da comunidade corre por suas águas, que também passam sob o gramado do hoje chamado Morumbis. Desde janeiro de 2024, a região virou canteiro de obras — estão enterrando o córrego, construindo um piscinão e ainda planejam mudar seu curso para rebaixar o gramado do estádio.

Mais à frente, do Antonico se bifurca a direita o Corveta Camacuã, nosso guia até as alturas. O córrego leva o nome de um navio da Marinha dos anos 1950 — aliás São Paulo está assim desses lugares com este tipo de homenagem.

Subimos pelo Corveta até a Crista do Morumbi, onde a cidade se dobra em colinas: Alto do Itararé, Morro do Ingá… De lá, seguimos por caminhos altos, até encontrar o afluente que deságua perto do Córrego do Morro do S., já no Capão Redondo.

No caminho, cruzamos nomes que soam como versos: Itararé, Poesia, Charque Grande, Pires, Olária, Diniz… Córregos invisíveis ao olhar apressado, mas que gritam quando chove. Subimos a corrente da cidade para lembrar que cada córrego tem nome, tem origem, tem dor, mas que também pode ter futuro.

PH 33: Moinho Velho A Outra Margem do Ipiranga

314 quilojaules (Endorfinado) · 315 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50331319

Partindo do metrô Liberdade rumo a uma confluência histórica da cidade, as cinco esquinas, o pedal “a outra margem do Ipiranga” segue um afluente menos famoso do Tamanduateí, o Moinho Velho, drenante de boa parte do que se denomina como bairro do Ipiranga.

Das nascentes do Lavapés, no começo do nosso caminho, passamos pelo Poço de Água Fria, onde quem bebe de suas águas cantará samba noite e dia, como diz uma clássica canção. Cruzaremos o rio Aclimação, bordeando os antigos meandros da planície do Tamanduateí e passando pela foz do Ipiranga, até margear o próprio Tamanduateí, com toda sua fauna e flora orgânica e sintética associada.

Chegando à foz do Moinho Velho, o lado canhoto e ignorado do morro do Ipiranga, seguiremos margeando seus córregos e subindo suas águas. Contornaremos os córregos do Senai, Pastorzinho, Aduana, Alto Ipiranga, Macaxás, João, Chaveiro e Complexo, todos esses denominados através da imaginação e que nos incentivam a imaginar realidades paralelas enquanto subimos e descemos estes morretes rumo ao final dessa pedalada de lua minguante, na estação São Judas de metrô logo após atravessarmos o vale do rio Ipiranga e sua complexidade.

PH 32 & BT 3: Rios Indígenas de Santo André

750 quilojaules (Frito) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49100612 · Post no Instagram

Neste pedal percorreremos os caminhos das seguintes águas: Apiaí, Guarará, Itrapoã, Tamanduateí, Guaixaya, Cemitério, Itororó, Araçatuba, Taióca e Carapetuba.

Serão 46 kms e 437 metros de subidas acumuladas, com previsão de 3 a 4 horas de atividade e encerramento no mesmo local de início, Estação Santo André da CPTM.

A energia de movimento estimada é de 715 quilojaules por pessoa, o que posiciona esse rolê como “fritasso” nos parâmetros da CHIP - Classificação Hidrográfica Interplanetária de Pedais.

Traduzindo: pode ser um pedal desafiador para iniciantes, mas tranquilo para experientes.

De qualquer forma, incentivamos que todos participem!

Será um passeio democrático, aberto a todos, sem necessidade de inscrição prévia. É só chegar com sua bike revisada, água e lanchos.

Reforçando: bike revisada(!), água e lanchos.

Também contaremos com a presença das equipes da 1ª Gincana Climática de Santo André ( @gincanaclimatica ), que registrarão a atividade para produção de conteúdo sobre mobilidade ativa, resiliência urbana e ancestralidade.

PH 31: Tiquatira da Foz à Nascente

294 quilojaules (Ok) · 290 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50149484

No coração pulsante da Zona Leste de São Paulo, entre as margens resilientes do córrego Tiquatira, vive a história inspiradora do senhor Hélio – morador local e guardião da natureza urbana que com as mãos firmes e um olhar visionário plantou, ao longo de décadas, cerca de 25 mil árvores, transformando um antigo cenário de abandono em um dos parques urbanos dos mais encantadores: o linear do Tiquatira

É entre jequitibás altivos, imbaúbas acolhedoras, ingás que perfumam o ar, pitangueiras frutíferas e jacarandás floridos que a vida pulsa — não só verde, mas também alada. São 65 espécies de aves que hoje encontram abrigo neste corredor ecológico transformados por esta ação. A história de Hélio mostra que a cidade pode florescer quando há amor pela terra e compromisso com o futuro

Para celebrar esta floresta urbana, nasce o Pedal Hidrográfico da Foz à Nascente Tiquatira, um trajeto celebrando a educação ambiental e contemplação da biodiversidade. Parte-se da Várzea do Tietê, nas imediações do Metrô Carrão, e segue margeando o córrego Tiquatira, na divisa entre os bairros da Penha e do Cangaíba, revelando o reencontro com as águas e as matas

Esse pedal poderia ser um Bicipassarinhar. À medida que nos aproximamos da nascente do córrego, nos despedimos do concreto e nos aproximamos da essência – com o trajeto culminando nas imediações do Metrô Itaquera, passando pelo icônico Estádio do Corinthians, testemunha silenciosa dessa jornada de reconexão com o território

Este pedal é um ato de reconhecimento. Um agradecimento em movimento ao senhor Hélio, cuja vida nos ensina que plantar uma árvore é semear um amanhã mais digno, mais verde e mais justo

Vamos pedalar pelo senhor Hélio. Vamos pedalar pelo Tiquatira. Vamos pedalar pela vida

PH 30: Subir Pirituba, Surfar Alpes do Jaraguá e Descer Perus

323 quilojaules (Endorfinado) · 322 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/50150417

Neste pedal, acessaremos a parte baixa do Rio Perus por meio do único caminho viário mapeado que utiliza-se de somente um único divisor de água!

Saindo da planície do Tietê, seguimos pelas várzeas do Rio Pirituba até suas cabeçeiras no Planalto de Taipas, região alta, cárstica e de raros morros globulares e que é circunscrita pela Cantareira, Morro Grande, Alto de Pirituba, Alpes do Jaraguá e o Morro de Shangrila. Suas águas majoritariamente fluem abaixo até o Rio Juqueri por meio do Rio dos Perus e do Rio Ajuá, com relevante exceção para o Corrego Corumbé, alimentador do Córrego da Onça e que margeia os Cânions da Brasilândia.

Lá no alto deste planalto, seguimos pelos Alpes do Jaraguá, que separa as águas do Rio de Perus dos afluentes das planície: o Ribeirão Vermelho, que drena o sudeste do Pico do Jaraguá, e o Rio São Miguel, que drena o nordeste deste. Descendo-se este alpes, continuamos no divisor até acessar o primeiro afluente que nos conduz para o Baixo Perus em sua confluência principal. Lá, estamos na estação de trem e regressamos.

PH 29: Águas Meridionais de Osasco

363 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49999355

Neste pedal, navegaremos pelas águas de Osasco que afluem aos rios Tietê por sua margem esquerda e para alguns do Carapicuiba pela margem direita!

Começamos na Estação Comandante Sampaio, localizada na antiga área de várzea do rio Tietê, e subimos as águas do córrego Tijuco Preto até sua cabeceira.

De lá, avançamos rumo ao topo de um afluente do ribeirão Carapicuíba, o córrego São Pedro, o qual descemos pelo braço direto e subimos pelo braço esquerdo para acessar o divisor triplo das águas do Padroeira-São Pedro-João Alves, no qual optamos em descer em direção às águas dum afluente deste último, que cai direto no rio Tietê, mas que ao chegar na confluência com o curso principal passamos a subir até sua nascente, que nos conecta com o mais alto do nosso trajeto, um raro divisor quádruplo, onde se dividem as micro bacias dos rios Carapicuíba via Metalúrgicos, Pinheiros via Jaguaré e Tietê via João Alves e Bussocaba.

Dali, surfamos água abaixo pelas paisagens abertas e fechadas do córrego Bussocaba, até seu encontro com o córrego do Golfe Clube, o qual subimos rumo a uma das elevações da Crista de Osasco onde nasce o córrego Continental - limite natural e político entre Osasco e a capital e último corpo d'água da nossa jornada. Acompanhamos seu curso até a foz, mas não sem antes revisitarmos a Horta Comunitária de Osasco, e concluímos nosso percurso na Estação de Trem Presidente Altino, de onde regressamos, uns intermodalmente de trem e bicicleta, e outros unimodalmente por este último, com breve conferência do Pastel de Osasco caso o tempo assim permita.

PH 28: Águas do Lavapés e Aclimação

206 quilojaules (Ok) · 203 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49924264

Semana passada choveu e a demanda popular pediu para fazer denovo!

Neste pedal, mergulharemos descendo e subindo as águas que fazem o rio Lavapés e Aclimação!

Começamos no largo da Liberdade, a garganta que divide o maciço principal do Caaguaçu com a Colina de Piratininga, este do qual descemos para a várzea do Tamanduatéi através da nascente do Pátio do Colégio. Lá, rodeamos a várzea para acessar a Bica do Azulejo, no fundão do Vai-Vai. Feito isso, acessamos a parte alta do Córrego Moringuinho, primeiro afluente do Lavapés, e que ao descer nos dará acesso para a confluência deste para então subirmos por seu braço canhoto, onde jaz o mítico Poço de Água Fria, do qual bebê-lo implica na cantoria de samba por noites e dias.

Devidamente hidratados, cruzamos um nano divisor de águas para acessar o braço direito do Lavapés, o qual contém uma Banheira Pública e Aquecida de Hidromassagem, o qual inspecionamos e continuamos nossa descida até chegar numa anomalia hidrográfica, a qual imediatamente nos leva para a bacia da Aclimação. Lá, subimos seu curso principal até chegar no Córrego da Pedra Azul, o qual subimos até o Alto do Caaguaçu. Lá, descemos pela crista e estamos de volta ao começo!

PH 27: Sertões do Mandaqui

307 quilojaules (Endorfinado) · 309 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49741245

Neste pedal, subiremos o rio Mandaqui por seus afluentes Tabatinguera e Lauzane até chegar em suas cabeceiras, no qual um divisor triplo de águas é formado dando origem aos rios Tremembé - afluente do Cabuçu de Cima, e Índio, afluente do Cabuçu de baixo. Lá, descemos as águas do Horto rumo ao Tremembé, para então subir o Córrego Lavrinha que divide com o Rio Carandiru para então pegarmos o trem Tucuruvi lá no alto da Crista.

Começamos na Barra Funda - no Instituto de Física Teórica, nas bordas dos antigos meandros do Rio Tietê. Lá, atravessamos este grande rio para acessar diretamente a foz enterrada do rio Mandaqui, o qual pedalamos acima até chegar nas bordas das várzeas deste, que coincide ser a foz do Rio Tabatinguera, o qual seguimos acima até suas cabeceiras, subindo-as e descendo para estar de volta para as águas do Mandaqui, desta vez em sua confluência com o seu braço direito - o Rio Lauzane. Continuamos nossa jornada em busca das cabeceiras desta água, e ao chegar nas nascentes deste, estamos na crista no qual está localizada o Horto Florestal, divisora tripla de águas para as quais fluem rumo ao Cabuçu de Baixo, de Cima, e para o Mandaqui. Pegamos a água do Cabuçu de Cima, o qual nasce como sendo o córrego do horto e conflui para virar o Rio Tremembé. Tornamos para a margem direita deste em seu médio curso para subir o Córrego Lavrinha, cujo divisor de suas nascentes o separa do Rio Carandiru. Lá, neste divisor, pegamos o metrô Tucuruvi para regressar desta zona norte.

PH 26: Cabeceiras do Ipiranga

291 quilojaules (Ok) · 260 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49671673

Neste pedal, contornaremos por cima toda a região de cabeceiras do Rio Ipiranga e teremos contato com a seção do Caaguaçu onde este conflui com as diversas cristas que se unem e formam um labirinto de morros que eventualmente correm para o leste-nordeste-leste enquanto dividem as águas do Tamanduateí-Tietê e Pinheiros! A seleção desta rota levou em conta a altitude e o alinhamento de morros e várzeas a fim de maximizar a possibilidade de encontrar mirantes para a lua cheia com o horizonte limpo.

Começamos no metro Conceição, Linha Azul, no alto do Caaguaçu, com o Ipiranga e suas dezenas de micro-córregos sem denominação a esquerda, e o Rio Pinheirinho, afluente da Água Espraiada, para a nossa direita. Enquanto seguimos crista acima, corre o Rio Jabaquara para a nossa direita e após este, corre o Rio Cupucê, cujas nascentes são de uma rara declividade e teor paisagístico. Lá, o Caaguaçu se funde com duas crista-morros de significante magnitude: a do Ipiranga e a do Domitilia. Após lá, cada rio que se segue traz consigo uma nova grande crista, formando o labirinto de morros no limbo entre o território político-municipal de Diadema e da Capital. Usamos esse raro momento para observar a lua cheia, e no divisor triplo das águas do Ipiranga, Cupucê e Taboão, iniciamos nosso movimento para contornar a outra metade, no qual a crista do Ipiranga se confunde com as cercas que separam o Zoológico e a Cidade. Após as nascentes do Jardim Botânico, iniciamos nossa descida pelo Córrego sem Denominação até as margens altas do Ipiranga, o qual prontamente cruzamos para então subir pelo Córrego Sem Nome. Lá, estamos de volta ao começo e terminamos nosso contorno.

PH 25: Pirajuçara, Água Podre e Crista de Osasco

292 quilojaules (Ok) · 286 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49567174

Neste pedal, visitaremos adentraremos o rio Pirajuçara e de lá seguiremos para a planície da foz do Tietê-Pinheiros pelos sertões das cristas e córregos que bordeiam e alimentam os rios Pirajuçara, Jaguaré e Continental.

Começamos no metrô, no qual rapidamente subimos parte do Pirajuçara até chegar num córrego sem denominação cujas varzeas bordeiam as cabeçeiras do Iquiririm, separados por uma extensão do Morro da Querosene. Lá, subimos para a Crista da USP - formação que começa na cidade universitária, finaliza no Morro Grande de Cotia e representa o ramo principal do labirinto das cristas que dividem os rios que desaguam na margem esquerda do Rio Pinheiros após a barragem do Guarapiranga. Lá no alto, descemos o Rio Água Podre, afluente do Jaguaré, que é prontalmente cruzado para então subir um afluente sem nome. Lá, pegamos carona topográfica na Crista de Osasco, ramo primário da Crista da USP, até chegar nas cabeçeiras do Rio Continental, divisa política dos munícipios de Osasco e São Paulo. Descemos-o e estamos na estação de trem, famintos para avaliar o conhecido Pastel de Osasco.

PH 24: Contornar Anhangabaú

340 quilojaules (Endorfinado) · 302 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49567136

Neste pedal, iremos contornar o curso principal do Rio Anhangabaú bem como o seu trio afluente formado: Saracura, Bixiga e Itororó!

Sairemos na Praça Roosevelt - o fundão da nascente do Córrego Anhanguera, e de lá seguimos pelas margens canhotas do Anhangabaú até chegar em sua foz que está na margem oposta do Largo do Pari. De lá, acompanhamos brevemente o rio tamponado até acessar a anti-nascente da Colina Histórica dos Campos de Piratininga. Lá, pegamos sua encosta na margem direita do Anhangabaú e a seguimos até sua confluência dos braços Itororó-Bixiga-Saracura, no qual seguimos a montante sempre pela margem direita. Um pouco antes de chegar na nascente do Itororó, cruzamos uma ponte para a outra margem e seguir a jusante até chegar novamente nas proximidades da confluência, o qual prontamente seguimos a montante até a nascente do Bixiga para então ir para a outra margem, seguir a jusante e repetir o mesmo com o Saracura. Em algum momento, estamos de volta no nosso local de partida e o contorno é concluído!

PH 23: Crista de Sapopema

441 quilojaules (Endorfinado) · 435 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49510455

Neste pedal, o primeiro hidrográfico a ser só ida e com direção leste, pedalaremos todo o divisor das águas do Aricanduva e Tatuapé em relação ao Tamanduateí e seus afluentes Mooca e Oratório.

A rota terá inicio nas proximidades da colina histórica paulistana, nos quais usaremos pontes para atravessar as águas dos confluentes do Anhangabaú: Saracura, Bixiga e Itororó. Feito isso, mergulhamos para a várzea do Tamanduateí e pedalamos diretamente para a colina mais próxima, que nos dará acesso ao anti-rio que dividirá o Tietê e o Tamanduateí. Lá, estaremos ora no topo, ora nas encostas, a fim de aproveitar algumas das ciclovias e parques da região. A rota será finalizada na estação São Mateus da Linha 11 do metrô, um ponto proeminente deste anti-rio. Nos despedimos dele para pegar o monotrilho elevado, e ele se despede de nós para anti-fluir para a Serra dos Guaianases.

PH 22: Contornar Pacaembu e Sumaré

370 quilojaules (Endorfinado) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/48970565 · Post no Instagram

🌝🌝🌝 Fala, tchurma! Pedal hidrográfico ataca em noite de lua cheia terça, 14/01, 20h, praça dos arcos Vamos fazer Praça dos Arcos > morros que circundam o Rio Pacaembu indo acima do estádio > continuamos a contornar pelos fundos do cemitério do Araçá > cruzamos da microbacia do Pacaembu pra do rio Sumaré para conhecer uma nascente no médio curso > cruzamos a Avenida Doutor Arnaldo por cima da Avenida Sumaré > descemos por uma das nascentes no baixo curso do rio e voltamos para as águas do Pacaembu por trás do parque da Água Branca > entramos na margem direita do Pacaembu, no qual faremos um gradual ascenso até seu médio curso até voltar ao ponto inicial do rolê. No trajeto tem vários possíveis mirantes dos quais pretendemos contemplar a lua

👍👍👍👍 Reaja com joinha pra dizer que vamo ver você na sua versão lobizome pedalante hoje

PH 21: Verde, Anhanguera e Sapateiro

271 quilojaules (Ok) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49195396 · Post no Instagram

🏞️🫰🫰 Fala, galera!!!! Amanhã primeiro pedal hidrográfico do ano terça, 7/01, 20h, saindo da praça dos arcos Vamos fazer o córrego verde II, dois córregos lá no deserto dos jardins e subir uma das águas do ibira vindo do parque do povo, passando por vila mariana e voltando pela paulista reaja com joinha pra dizer que vai

PH 20: Águas de Pinheiros

436 quilojaules (Endorfinado) · 424 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49267352 · Post no Instagram

Neste pedal - o último do ano - faremos a re-edição do Pedal Hidrográfico 3 com o 7, e iremos passar por todas as águas que passam pelos bairros de Pinheiros, Vila Madalena e Alto de Pinheiros. A rota consiste em descer e subir as águas sequencialmente enquanto se utiliza das várzeas de Pinheiros e das cristas divisoras de águas para se acessar a próxima água, para então voltar pela crista do Caaguaçu.

Começamos descendo do Caaguaçu até o Rio Verde II pegando um atalho no Hospital das Clínicas para acessar sua nascente, de lá, descemos a água toda até o começo varzea do Tietê, no qual acessamos o Verde I - rio que irriga o Beco do Batman. Subimos toda a água até chegar no Metro Vila Madalena, no qual cruzamos e contornamos uma das cristas para acessar a nascente do Rio das Corujas, o qual seguimos água abaixo até a varzea que se inicia logo apoós a praça por do sol. Lá, pegamos água acima para o Bellini e ao chegar no alto, fazemos um contorno da crista para que possamos visitar cada uma das 6 nascentes esculpidas no penhasco do Caaguaçu Ocidental. Terminamos no Mirante da Lapa, no qual fazemos o caminho da crista para estar de volta para a Praça dos Arcos, o que envolve passar pelo miolo do bairro denominado de Perdizes.

PH 19: Nascentes da Brasilândia

330 quilojaules (Endorfinado) · 328 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49225969 · Post no Instagram

Neste pedal, visitaremos as nascentes do Rio das Pedras e do braço mais canhoto do Verde que estão na Brasilândia, e voltaremos pela crista e água que dão acesso para Freguesia do Ó enquanto visita-se pontos tombados.

Iniciaremos a partida da praça no Terminal Lapa, no qual acessamos a confluência dos braços destros e canhotos do Verde, água que contorna a área de influência do Pedal Hidrográfico 9 Sertões de Pirituba. De lá, seguimos a avenida-rio até a mesma metaformizar numa rua-nascente e então na avenida-crista do Morro Grande, o coração da Brasilândia e que cuja grande formação divide as águas, setentrionalmente, de Perus, Taguaçu e Jaguaré (Vermelho) e meridionalmente metade parte dos rios da Zona Norte, os quais desaguam diretamente no Tietê - Pirituba, Tanque, Verde, Guami, das Pedras e Cabuçu. Lá no alto, seguimos pela crista até se posicionar para descer na nascente mais remota do Rio das Pedras. Feito isso, subimos para a crista que o divide com o Verde, e fazemos um breve passeio para então descer algumas das escadas históricas do bairro. Lá, pedalamos rio abaixo até chegar nas ladeiras para acessar a Matriz da Freguesia do Ó, no qual finalizamos o nosso passeio para confraternizar nesta praça histórica de tamanha significância.

PH 18: Contornar Iquirim e um pouco do Pirajuçara

400 quilojaules (Endorfinado) · 379 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49182910 · Post no Instagram

Neste pedal, contornaremos toda a micro bacia do Iquiririm com algumas visitas para as águas do Pirajuçara! Partiremos do Metro Butantã até a Vila Indiana passando pela confluência do Iquiririm (ou Pirajuçara-Mirim) com o Pirajuçara, e começamos o contorno do Iquiririm navegando por seu divisor de águas com as Águas Uspianas, mas sempre na drenagem do Iquirim. Ao chegar na localidade conhecida como Banca de Frutas, temos contato com o divisor Iquirim-Jaguaré, o qual delimita as fronteiras ocidentais do contorno.

Ao chegar no divisor triplo de águas Iquiririm-Jaguaré-Pirajuçara. Lá, pegamos um desvio para três das nascentes do Pirajuçara, para então retornar ao Iquiririm em ponto similar e continuar o contorno no seu divisor meridional. Ao chegar no Morro do Querosene, testemunho final das águas do Iquiririm, contornos o morro desviando dos obstáculos rodoviários para então seguir as águas do Pirajuçara de volta para o nosso ponto de partida.

PH 15: Parelheiros

789 quilojaules (Frito) · 652 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49106874 · Post no Instagram

Neste pedal, visitaremos o Parque Jurubatuba, pegaremos o Ônibus Aquático da Billings, conheceremos o projeto social Navegando nas Artes (@navegandonasartes), presenciaremos o Festival Anual do Cambuci em Parelheiros, e passearemos pelas margens do Rio Caulim, o qual forma uma várzea antes de desembocar na represa do Guarapiranga.

A rota começa por estar junto com as águas do Guarapiranga até desembarcar de ônibus aquático no Parque Linear Cantinho do Céu, lá contornarmos a penísula para chegar na casinha do Navegando nas Artes, onde estará acontecendo oficinas educacionais. Após uma breve interação, pedalamos para Parelheiros por meio do caminho da crista, o qual inicialmente divide as águas do Rio Cocaia e do Billings, mas que passa a dividir as águas do Guarapiranga e do Billings após o Bairro Varginha. Continuamos nesta crista até chega em Parelheiros, para então descer do alto numa das nascentes do Rio Caulim, no Parque Linear de Parelheiros. Lá, vamos para a praça principal no qual está sendo realizada a Rota do Cambuci. Após satisfeitos, passamos a descer o Rio Caulim até o ponto no qual o nível da represa engole a várzea deste. Passamos pelo Parque Linear do Caulim, que está em vias de implantação. Uma vez no Guarapiranga, subimos e descemos um dos morros ortogonais para o . Guarapiranga, e estamos na estação de trem, no qual se despedimos

PH 14: Margens Destras do Baixo Jaguaré

523 quilojaules (Frito) · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49272870 · Post no Instagram

Descrição nas palavras do @thiagonevesbike : “Pedal de 21km seguindo o Jaguaré e subindo alguns córregos até a crista. Vamos encontrar uma nascente no muro de uma escola com alta espectativa de tocar na água. Terminamos o pedal subindo o último córrego até a divisa com a bacia do Continental. Lá podemos parar no Pasteco o forrar o bucho com o melhor pastel do Brasil.”

PH 13: Margens Ocidentais do Baixo Ipiranga

260 quilojaules (Ok) · 266 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49029471 · Post no Instagram

Nesta rota, passaremos ao lado de locais onde serão desapropriados terrenos para o túnel da Sena Madureira, e iremos andar pelos bairros de Cambuci, Vila Monumento, Vila Glória e Vila Mariana. A rota começa por descer o Caaguaçu até o planalto onde está o bairro Vila Deodordo. Desce-se um córrego enterrado na Avenida Lins de Vasconcelos, no qual se contorna o morro pela várzea após o Largo do Cambuci até chegar no corrego enterra da Rua Oliveira Lima, o qual se segue água acima até sua nascente na Praça José Vicente Nóbrega.

De lá, cruza-se o braço da crista parapegar o último córrego ocidental do Rio Ipiranga, cuja nascente está na Rua Maranjaí. Indo água abaixo, tem-se o primeiro contato com o Rio Ipiranga, e é feito um movimento de se contornar os morros por baixo tendo em vista alcançar as nacentes dos três córregos seguintes. Após isso ser feito, passamos reto pelo córrego enterrado da Avenida Prefeito Fábio Prado tendo em vista retornar pelo córrego enterra da rua Embuaçu, que é onde será construido o túnel de ligação com a Sena Madureira. Subimos água acima para passar por trechos que serão desapropriados, incluindo a rua Sousa Ramos. De lá, estamos de volta para o Metrô Vila Mariana.

PH 11: Contornar Pacaembu e Sumaré

370 quilojaules (Endorfinado) · 324 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/48970565 · Post no Instagram

Nesta rota, iremos ficar principalmente nos altos que contornam as águas e que dão luz para as nascentes! Iniciaremos descendo da Praça dos Arcos até o patamar médio dos morros que circundam o Rio Pacaembu, pegando inicialmente a margem esquerda do córrego localizado acima do estádio. Lá, contornamos o morro no qual se localiza o Asilo dos Expostos e continuamos a contornar pelos fundos do cemitério do Araçá, onde se formam dois braços promenientes do rio. Contornados estes, passamos por uma região de de penhascos até eles cederem, no qual viramos para a esquerda e cruzamos o divisor de águas com o Sumaré para então contornamos então a margem direita deste com breve devaneio para conhecer uma nascente no médio curso. Atravessamos a margem direita para a margem esquerda logo abaixo da ponte no qual a Avenida Doutor Arnaldo passa por cima da Avenida Sumaré. Feito todo o contorno pela margem esquerda, descemos por uma das nascentes no baixo curso do rio e voltamos para as águas do Pacaembu pegando ruas por de trás do parque da Água Branca. Entramos na margem direita do Pacaembu, no qual fazemos um gradual ascenso até seu médio curso, o qual fica plano até a boca de onde fizemos a partida.

PH 9: Sertões de Pirituba

290 quilojaules (Ok) · 210 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49195401 · Post no Instagram

O pedal se inicia na estação de trem de Pirituba, construido acima do Rio Pirituba. Começamos por subir este para subir o primeiro córrego de sua margem esquerda que brota da crista de morro que dá origem para a Avenida Raimundo Pereira, o que é feito para poder acessar as nascentes do braço direito do córrego Verde de Pirituba, o qual o descemos até sua confluência para então subir seu braço esquerdo até sua nascente, relativamente próximo da Pedra da Baleia.

De lá, subimos e descemos uma crista em sua margem esquerda para poder xchegar no braço esquerdo do braço esquerdo deste mesmo córrego, para descer um pouco estas águas e novamente subir outra crista na margem esquerda, desta vez tendo em vista acessar as águas do… Córrego Verde!

Todos os córregos por aqui são verdes no nome! Felizmente, o córrego irmão deste é o Congo, de tal modo que irei chamá-lo de Córrego do Irmão do Congo. Descemos ele até chegar na confluência com o Córrego do Congo, o qual supostamente forma outro Córrego Verde. Continuamos. Ao chegar na confluência com o córrego Tanque, pegamos este água acima até chegar em seu divisor que forma um passo para acessar as águas do Rio Pirituba. Subimos e descemos, e subimos um pouco de água acima, e estamos de volta!

PH 8: Itororó, Lavapés/Glicério e Aclimação/Cambuci

300 quilojaules (Endorfinado) · 164 kJ medidos · Rota: https://ridewithgps.com/routes/49195439 · Post no Instagram

Vamos descer o Rio Itororó no alto de sua encosta esquerda até chegar na foz do Anhangabaú. De lá, subimos o morro do Inhapuambuçu e seguimos sua crista até a nascente do Moranguinho (Liberdade), o qual descemos até a Rio Glicério, para então subir o braço direito deste até sua na nascente (São Joaquim). Lá, cruzamos o divisor de águas para a micro bacia do Cambuci e pegamos um córrego para descer em sua confluência principal, próxima ao bairro do Cambuci. Finalmente, subimos o rio com alguns desvios para explorar os córregos da Aclimação. Damos uma volta ao redor do antigo alagado e subimos de volta ao Caaguaçu pelo braço esquerdo do rio.

Reaja com joinha pra dizer que vai! E com chuva pra dizer que vai mesmo com chuva!