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PH 98: Pedalar o Rio Tamanduateí do século XIX

· Pedal Hidrográfico

PH 98: Pedalar o Rio Tamanduateí do século XIX

O município de São Paulo tem no mínimo 800 cursos d’água. Fazendo uma média, isso significa que, a cada mais ou menos 400 metros de qualquer ponto da cidade, há uma água natural correndo. Mas por que não conseguimos ver esse tanto de rio? Para refletir sobre isso e pensar a cidade que queremos hoje, é fundamental olhar para o passado: como nos relacionamos com os cursos hídricos de São Paulo ao longo do tempo?

Nessa parceria entre Pedal Hidrográfico e Núcleo Educativo do AHM, te convidamos a conhecer de perto documentos históricos originais que dialogam com a hidrografia paulistana. Veremos, por exemplo, o projeto arquitetônico de sonhados “balneários de banho e natação” ao longo do rio Tietê e a representação cartográfica do rio Tamanduateí em seu curso original, repleto de lindos volteios naturais antes de ser forçosamente transformado em reta artificial e ter sua foz transferida de localidade, na década de 1840, culminando em mudanças determinantes na paisagem e na conexão das pessoas com estas águas.

Em homenagem ao Tamanduateí, após a visita no AHM, faremos um Pedal Hidrográfico percorrendo o seu curso original. Sairemos da porta do AHM e seguiremos até a foz atual no Tietê. Dali, avançaremos em direção à sua antiga foz, ao lado do estádio do Canindé. Subiremos os antigos meandros, passando pela sua importante confluência com o Anhangabaú, seguindo pela Várzea do Carmo, Porto Geral, Ponto das Lavadeiras — sob a antiga Ponte do Carmo — e pela Ponte do Tabatinguera, provavelmente a mais antiga da cidade, sendo trecho do milenar Caminho do Peabiru. Seguimos então para a confluência com o Córrego do Lavapés, passando pelo Sobrado das Cinco Esquinas, construção histórica no Glicério, onde nos despedimos.

Rota: https://ridewithgps.com/routes/55771830
143 quilojaules (De boa)
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