PH 81: Planalto de Taipas e os Cânions da Brasilândia

Partimos da colina histórica de Vila da Freguesia de Ó e tomamos o rumo da estreita e sinuosa crista para os sertões que se colocam no horizonte: um sopé xistoso onde há a dominância esmagadora de vertentes convexas, drenagem dendríticas e pequenas planícies alveolares, já dizia Aziz em 1952.
O Planalto de Taipas! De solo meta carbonático e que cujo patamar se coloca acima dos Caaguaçus e demais colinas dos campos de Piratininga. Seria lá uma dissolução da Cantareira onde cavernas e dolinas nos aguardam nos fundos de vale? Ou seria algo de particularidade própria, conforme suas declividades e morros arredondados denunciam?
Adentramos ao Planalto pela sua desgastada face ao sudeste, por onde as pedreiras extraíram há muito suas veias calcárias. Por lá, na confluência do Riacho Carumbé com o da Onça, o teto do Planalto desabou e deu origem a algumas das maiores declividades da cidade: os Cânions da Brasilândia. Subimos pelo mais bolotudo morro da região a fim de acessar o ponto de sela da Onça com o Rio Ajoá: principal curso que drena este Planalto. Seguimos por ele até sermos impedidos por outra pedreira, esta que está ativa e em sua fome calcária ousou desviar e isolar o Rio Ajoá e sua cachoeira com queda de 20 metros.
Mudamos o curso a fim de acessar o Rio Perus enquanto este está acima do planalto. Vamos de encontro ao salto que estas águas fazem para se encontrar com as planícies do Juqueri que se colocam abaixo e a distância. Contemplamos a vida nas bordas desta transição geológica, e pegamos o trem de volta.
Rota: https://ridewithgps.com/routes/53947457
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Alguns elaboradores: Danilo Lessa Bernardineli, giucuci
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