amora: ajudante bicigeoenergético

PH 63: O arco das cumeeiras do Caaguaçu

· Pedal Hidrográfico

PH 63: O arco das cumeeiras do Caaguaçu

Seria a zona norte um pedacinho de Belo Horizonte na capital paulista? Seu relevo de sobe-e-desce-ladeira instiga essas transposições geográficas e, por óbvio, atrai os radares de pedalantes hidrográficos, interessados em suas saliências. Emoldurada pela imponente Serra da Cantareira (afluente da Mantiqueira), essa porção da cidade é marcada por uma complexidade de bacias hidrográficas, muitas das quais já exploradas em pedais anteriores.

Pedalar por São Paulo exige, necessariamente, fluir por suas águas, estejam elas enterradas ou não, esteja o pedalante consciente disso ou não. Pode-se aproveitar seus vales e várzeas, ou surfar pelo avesso das águas: seus divisores, ou cristas, ou cumeeiras, ou cumeadas, ou interflúvios.... São esses polos do relevo que inspiram as rotas do pedal hidrográfico.

Na rota de hoje, traçamos um arco de cumeeiras que se estende, tal qual um anfiteatro, por toda as várzeas aterradas do córrego do Carandiru, onde hoje estão Campo de Marte, Complexo Center Norte e Vila Maria.

Iniciamos na Estação Barra Funda, atravessamos a Ponte do Limão (que dá na Casa Verde), seguimos diretamente ao sopé dos morros que dividem Córrego Mandaqui e Córrego Tenente Rocha (Campo de Marte). Pedalamos a cumeeira até chegar no Desmorrodouro do Tucuruvi, nosso ponto mais alto. A partir de então, bairros com traçado ortogonal seguem no topo acidentado desses morros, até chegar no Jardim Japão, onde o traçado das ruas acompanham o desenho de rios e morros.

Descemos tudo até chegar no Parque Novo Mundo, várzea do Tietê, que cruzaremos para acompanhar o curso final do Ribeirão Aricanduva, para chegarmos no sopé da Colina da Penha

Rota: https://ridewithgps.com/routes/53113256
392 quilojaules (Endorfinado)
Post no Instagram

Alguns elaboradores: fetiche, gmard

← mapa do Pedal Hidrográfico · este passeio na Memória Hidrográfica